A AMI Labs, uma startup de inteligência artificial fundada por um veterano que começou no Bell Labs há quase 40 anos, acaba de levantar US$ 1 bi em seed capitalA AMI Labs, uma startup de inteligência artificial fundada por um veterano que começou no Bell Labs há quase 40 anos, acaba de levantar US$ 1 bi em seed capital

AMI Labs levanta US$ 1 bi para criar ‘world models’ e deixar os LLMs para trás

2026/03/11 08:17
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A AMI Labs, uma startup de inteligência artificial fundada por um veterano que começou no Bell Labs há quase 40 anos, acaba de levantar US$ 1 bi em seed capital para desenvolver os chamados ‘world models’ – sistemas de AI mais adequados à ‘compreensão’ do mundo físico.  

Foi a maior rodada de seed capital já feita por uma empresa europeia. A AMI – abreviação de Advanced Machine Intelligence – tem sede em Paris e foi fundada por Yann LeCun, que nasceu na França e por muitos anos foi o cientista-chefe da Meta para o desenvolvimento de AI.

A rodada de US$ 1,03 bi avaliou a empresa em US$ 3,5 bi pre-money, e foi coliderada pelo Cathay Innovation, Greycroft, Hiro Capital, HV Capital e Bezos Expeditions. Investidores individuais no pool incluem Tim Berners-Lee, Mark Cuban e Eric Schmidt.

Também foi a segunda maior rodada seed de que se tem notícia, atrás apenas da realizada pela startup americana Thinking Machines Lab, da ex-Open AI Mira Murati, que levantou US$ 2 bilhões em junho passado.

O pitch da AMI Labs é o desenvolvimento de modelos de AI mais capazes de lidar com questões do mundo real do que os atuais LLMs.

Yann LeCun, de 65 anos, tem no currículo um prêmio Turing, considerado o Nobel da computação. Sua carreira profissional nos EUA começou em 1988 nos laboratórios do histórico centro de pesquisas da AT&T, o Bell Labs.

Na Meta, ele vinha trabalhando no desenvolvimento de uma nova arquitetura de AI, mas acabou saindo no ano passado depois de mais de uma década na companhia, em razão de divergências com Mark Zuckerberg.

Na opinião do cientista, os sistemas treinados essencialmente com textos e imagens terão dificuldades para chegar ao nível humano de raciocínio. Por isso, ele propõe a criação de novos modelos, os chamados world models, que ‘compreendam’ o ambiente físico.

A empresa será comandada por Alexandre LeBrun, que foi CEO da startup francesa Nabla, segundo o Financial Times. LeCun será o chairman executivo. Laurent Solly, que foi vice-presidente da Meta na Europa, será o COO.

“Para qualquer coisa que envolva a compreensão do mundo real, acreditamos que LLMs e AI generativa em geral não sejam soluções adequadas,” o CEO LeBrun disse ao FT.

Para ele, em breve ‘world models’ serão a próxima expressão da moda no mundo tech. “Em seis meses, toda empresa vai se denominar como ‘world model’ para atrair investidores,” LeBrun disse ao TechCrunch.

Dos tempos como CEO da healthtech Nabla, LeBrun chegou à mesma conclusão de LeCun sobre as limitações dos LLMs – cujas alucinações podem ter consequências fatais no caso de uma empresa de saúde.

“A AMI Labs é um projeto muito ambicioso porque começa com pesquisa fundamental. Não é uma startup típica de AI aplicada, que consegue lançar um produto em três meses, gerar receita em seis e faturar US$ 10 milhões recorrentes em 12 meses,” LeBrun disse ao TechCrunch.

Ele reconhece que poderá levar anos para que os world models passem da teoria para aplicações comerciais. Mas já tem um possível cliente: a própria Nabla, da qual LeBrun segue como chairman.

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