A Raízen protocolou na 3ª feira (10.mar.2026) pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de R$ 65 bilhões. A empresa, uma joint venture entre Cosan e Shell, conseguiu adesão de detentores de mais de 40% do valor. As informações são do Brazil Journal.
Diferentemente do plano de recuperação judicial, em que todas as dívidas do grupo são renegociadas na Justiça, na recuperação extrajudicial a companhia escolhe um grupo de credores para fechar uma negociação e homologá-la depois junto ao Judiciário. O recurso foi usado pelo Grupo Pão de Açúcar também na 3ª feira (10.mar).
O acordo estabelece um prazo de 90 dias para que a companhia e os credores negociem um plano de reestruturação financeira definitivo. Durante esse período, o pagamento da dívida principal e de juros é suspenso.
Em comunicado ao mercado na 3ª feira (10.mar), a Raízen declarou que teve o rating rebaixado pela agência Moody’s de Caa1 para Caa3, com perspectiva negativa. Eis a íntegra da nota (PDF – 122 kB).
A companhia, que atua na produção de etanol e açúcar e na distribuição de combustíveis, optou pela recuperação extrajudicial para preservar caixa para o pagamento de fornecedores e funcionários.
Segundo o Brazil Journal, os bancos são credores de cerca de metade da dívida, enquanto bondholders, detentores de CRAs e debenturistas detêm a outra metade.
Pelo acordo, a Shell deve injetar R$ 3,5 bilhões na empresa. Rubens Ometto, controlador da Cosan, deve colocar os outros R$ 500 milhões.
O Poder360 entrou em contato com a Raízen, via e-mail à assessoria de imprensa da companhia, para pedir uma manifestação a respeito do pedido de recuperação extrajudicial. Não houve resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.



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