A regulamentação dos bancos de criptomoedas está a atrair atenção à medida que os bancos dos EUA confrontam os reguladores sobre licenças nacionais de trust para empresas de criptomoedas.
A discussão gira em torno da paridade regulamentar e do controlo operacional no setor emergente das finanças digitais.
As licenças federais de trust permitem que as empresas de criptomoedas operem em todo o país sem aprovações estaduais separadas. A Circle e a Ripple estão entre as empresas que procuram estas licenças para dimensionar as suas operações de forma eficiente.
Essas licenças permitem que as empresas de criptomoedas detenham fundos de clientes, facilitem pagamentos e gerenciem liquidações em todos os 50 estados. Isto fornece capacidades tradicionalmente reservadas aos bancos regulamentados.
Os bancos de Wall Street veem estas licenças como criadoras de um ambiente competitivo desigual. Ao permitir que as empresas de criptomoedas realizem atividades semelhantes às bancárias sem o mesmo quadro de conformidade, as licenças nacionais podem perturbar os modelos bancários tradicionais.
Os bancos operam sob regras rigorosas, incluindo requisitos de capital, rácios de liquidez, testes de esforço e regulamentações de proteção ao consumidor.
Estas salvaguardas são concebidas para reduzir o risco sistémico e proteger os depositantes. As empresas de criptomoedas podem operar fora de algumas destas regras, o que levanta preocupações sobre lacunas regulamentares.
O potencial alcance nacional das empresas de criptomoedas pode acelerar a adoção de serviços financeiros digitais. Esta expansão permitiria que competissem diretamente com os bancos em serviços de custódia, processamento de pagamentos e infraestrutura de liquidação.
Especialistas jurídicos observam que as licenças federais formalizariam os papéis das empresas de criptomoedas no sistema financeiro, ao mesmo tempo que lhes permitiriam flexibilidade operacional não exigida dos bancos tradicionais. Esta dualidade está no centro das disputas atuais.
O Bank Policy Institute, representando os principais bancos dos EUA, alerta que as empresas de criptomoedas podem atuar como bancos paralelos. O sistema bancário paralelo refere-se a entidades que desempenham funções bancárias fora da supervisão tradicional.
Casos históricos, como os veículos de investimento estruturados pré-2008, mostram como as instituições levemente regulamentadas podem amplificar o risco sistémico.
Os bancos alertam que conceder licenças federais sem paridade regulamentar completa pode recriar vulnerabilidades semelhantes nas finanças digitais.
A competição é outro fator. As empresas de criptomoedas estão a construir infraestrutura de pagamentos, a emitir stablecoins e a fornecer custódia de ativos. As licenças federais permitiriam um dimensionamento rápido com menos encargos de conformidade do que os bancos tradicionais.
Os reguladores devem equilibrar inovação e estabilidade. Permitir licenças pode fomentar o desenvolvimento da blockchain nos EUA enquanto fornece supervisão.
No entanto, instituições híbridas operando sob regras mistas podem criar novos desafios regulamentares.
Analistas e observadores do mercado destacaram a crescente atenção sobre como as licenças nacionais irão remodelar a relação entre as empresas de criptomoedas e os bancos tradicionais. Os resultados jurídicos e regulamentares determinarão o papel futuro das empresas de criptomoedas no sistema financeiro dos EUA.
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