A Brava Energia tem espaço para cortar custos e gerar valor com fusões e aquisições ou desinvestimentos, acelerando entregas para recuperar a confiança do mercaA Brava Energia tem espaço para cortar custos e gerar valor com fusões e aquisições ou desinvestimentos, acelerando entregas para recuperar a confiança do merca

Na Brava, novo CEO vê “gordura para enxugar” e M&As a costurar

2026/02/02 17:50

A Brava Energia tem espaço para cortar custos e gerar valor com fusões e aquisições ou desinvestimentos, acelerando entregas para recuperar a confiança do mercado e o valor de sua ação. 

O diagnóstico é do CEO Richard Kovacs, que acaba de assumir com o apoio dos investidores que compõem o acordo de acionistas da petroleira.

Nome de confiança do empresário pernambucano José Cantarelli, que tem 6,9% da Brava por meio da Yellowstone, Kovacs já atuava na empresa desde o ano passado como chairman.

“Pouca gente tem mais skin in the game na companhia do que eu. Então esse foco no acionista, no retorno para o capital, é a agenda número um,” disse Kovacs ao Brazil Journal.

Apesar dessa visão voltada aos acionistas, ele disse que ainda é cedo para pensar em dividendos ou recompra de ações. “Agora não é o momento. Mas com certeza é um objetivo de médio prazo.”

A nova gestão deve começar pelos cortes. A Brava, nascida da fusão entre a Enauta e a 3R Petroleum, teve gastos para garantir a integridade de ativos comprados da Petrobras pela 3R, e agora é hora de ajustes, segundo o CEO.

“Tem bastante gordura para enxugar, até um pouco em infraestrutura física. A parte boa é que esse excesso de custos, de opex, já está no preço do papel. Então tudo que conseguirmos colher aqui é resultado na veia para os acionistas.”

No fronte de M&As, a Brava já fez um primeiro movimento antes mesmo da posse de Kovacs. Dias depois de anunciar a futura mudança no comando, pagou US$ 450 milhões pela participação da Petronas em dois campos da Petrobras na Bacia de Campos.

A notícia surpreendeu o mercado porque muitos esperavam a empresa na ponta vendedora dos M&As, devido a seu objetivo de diminuir o nível de endividamento. 

Mas analistas da XP notam que os ativos comprados “ajudam a reduzir a alavancagem” devido à relação entre dívida líquida e EBITDA de 0,7x, ante 2,3x da Brava, e por terem geração de até US$ 349 milhões em EBITDA.

“É um deal que combina muito com a situação atual da companhia,” disse Kovacs. “Vamos analisar as oportunidades. Podemos comprar alguma coisa. Podemos vender. E podemos eventualmente não fazer nada. Mas temos que estar muito atentos e abertos.” 

Desconsiderando os impactos da aquisição, ainda não concluída, a visão sobre a alavancagem hoje é de uma redução no balanço do quarto tri, seguida por estabilidade ao longo do ano devido aos elevados investimentos em curso.

“Temos agora a campanha de Papa Terra e depois em Atlanta, cada uma com dois poços. Isso mostra também o compromisso em crescer e gerar valor,” disse Kovacs.

Ainda assim, ele vê espaço para uma gestão mais ativa para reduzir o custo da dívida, que em sua visão não reflete o risco da companhia. 

A Brava tem um valor de mercado de R$ 8,8 bilhões. A ação, que fechou sexta-feira a R$ 18,90, sobe 12% no ano, embora ainda opere mais de 15% abaixo do preço visto após a fusão entre Enauta e 3R. 

Mais recentemente, houve especulações no mercado de que a Ecopetrol poderia comprar uma participação na companhia.

A estatal colombiana chegou a ser questionada pelo regulador de mercado local, e disse que avalia oportunidades no Brasil mas sem decisão ainda, e sem citar detalhes. 

Questionado, Kovacs não quis falar sobre a Ecopetrol.  Mas disse que “as notícias que saem mostram como a Brava tem valor.”

“Eventualmente, outros players enxergam isso. Como nós enxergamos quando entramos na companhia,” disse ele, em referência ao investimento de Cantarelli na Brava em meados do ano passado. 

Os negócios da EBrasil, de Cantarelli, no setor de termelétricas a gás chegaram a gerar rumores de que a entrada na Brava poderia buscar sinergias com suas operações. Kovacs disse que isso não está na mesa. “Não é o core da Brava.”

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