O Reino Unido alertou que alguns pacientes morreram em decorrência de inflamação grave do pâncreas associada a medicamentos para obesidade e diabetes, como o Mounjaro, da Eli Lilly, e o Wegovy, da Novo Nordisk. As informações são da Bloomberg.
Embora os casos mais graves de pancreatite sejam raros, a MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde do Reino Unido) afirmou na 5ª feira (29.jan.2026) que médicos e pacientes devem estar cientes de que alguns incidentes foram particularmente graves, reforçando seu alerta sobre o uso desses medicamentos.
A orientação se aplica a medicamentos que imitam o hormônio intestinal GLP-1, como o Wegovy, bem como a remédios que imitam um 2º hormônio, chamado GIP. O Mounjaro se enquadra nessa categoria. Ambos já possuem advertências semelhantes nos Estados Unidos.
A Novo Nordisk, do Wegovy, afirmou que os pacientes só devem tomar esses medicamentos sob a supervisão de um profissional de saúde que possa orientá-los sobre os efeitos colaterais e que o perfil de risco-benefício dos medicamentos GLP-1 permanece positivo.
Já a Lilly, do Mounjaro, afirmou que a inflamação do pâncreas pode afetar até 1 em cada 100 pessoas e aconselhou os pacientes a consultarem seus médicos antes de usar o Mounjaro caso já tenham tido pancreatite. A farmacêutica disse que leva a sério os relatos sobre a segurança dos pacientes e que trabalhará com os médicos prescritores para garantir que eles tenham as informações de segurança adequadas.
A MHRA recebeu quase 1.300 notificações da condição associada aos medicamentos de 2007 a outubro de 2025. Esses relatos incluem 19 mortes e 24 casos de pancreatite necrosante, na qual há a morte do tecido pancreático. Cerca de 25 milhões de embalagens desses remédios foram distribuídas no Reino Unido nos últimos 5 anos.
A agência reguladora britânica aconselhou as pessoas que tomam remédio para obesidade a procurarem um médico caso apresentem dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas, possivelmente acompanhada de náuseas e vômitos.
Também aconselhou os médicos a perguntarem aos pacientes com esses sintomas se estavam tomando os medicamentos, dado o risco de que, se adquiridos por meios privados, eles possam não constar no histórico médico do paciente mantido pelo NHS (Serviço Nacional de Saúde).


