Encontro no Rio com Ursula von der Leyen e António Costa será realizado na véspera da assinatura do tratado entre os 2 blocosEncontro no Rio com Ursula von der Leyen e António Costa será realizado na véspera da assinatura do tratado entre os 2 blocos

Lula recebe líderes da UE para avançar no acordo com o Mercosul

2026/01/15 02:35

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe nesta 6ª feira (16.jan.2026), no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. O encontro será realizado um dia antes da assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, programada para sábado (17.jan.2026), no Paraguai.

Na reunião, os líderes discutirão os próximos passos do tratado comercial. Já a assinatura será a nível ministerial. Lula não viajará ao Paraguai. Quem representará o Brasil será o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

A conclusão do acordo era um dos principais objetivos de Lula na política externa durante seu mandato. O presidente tentou acelerar a finalização do tratado no período em que o Brasil exerceu a presidência rotativa do Mercosul, encerrada em dezembro de 2025.

Mas a assinatura foi adiada várias vezes. O processo enfrentou resistências em alguns países da UE, sobretudo por parte de setores agrícolas e políticos que temem a concorrência de produtos sul-americanos. 

O tema foi tratado como prioridade pelo Planalto e pelo Itamaraty. Houve articulações diretas junto a líderes europeus. O governo brasileiro também reforçou o discurso ambiental como forma de destravar resistências internas na UE.

O acordo foi aprovado na 6ª feira (9.jan) por maioria qualificada de Estados-membros da UE. França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria manifestaram oposição. A Bélgica se absteve. O tratado busca reduzir tarifas alfandegárias e facilitar o comércio de bens e serviços entre os blocos.

Tramitação no Brasil

No Brasil, o governo trabalha para que o Congresso Nacional aprove o acordo ainda no 1º semestre de 2026.

Depois da assinatura, o texto precisará ser ratificado pelos parlamentos nacionais dos países envolvidos. O processo pode levar meses até a entrada em vigor definitiva. Durante a tramitação, existe a possibilidade de aplicação provisória de certas partes do acordo, principalmente aquelas relacionadas à redução de tarifas.

A expectativa do Planalto é de que o tratado deve entrar em vigor logo, sobretudo por se tratar de um ano eleitoral.

Tem clima para tanto. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que é preciso “redobrar a aposta na cooperação internacional”.

A vice-presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), a senadora Tereza Cristina (PP-MS), disse que o acordo “não foi o acordo dos sonhos, mas o possível”. A senadora considera que há novas salvaguardas impostas pela UE que significam “ameaças injustas” ao agronegócio brasileiro.

Depois da assinatura, o texto precisará ser ratificado pelos parlamentos nacionais dos países envolvidos. O processo pode levar meses até a entrada em vigor definitiva. Durante a tramitação, existe a possibilidade de aplicação provisória de certas partes do acordo, principalmente aquelas relacionadas à redução de tarifas.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que a entrada em vigor no Brasil não depende da ratificação dos demais países do Mercosul. Segundo ele, o país pode internalizar o acordo de forma independente.

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