O Itaú BBA publicou uma nova análise técnica que coloca Bitcoin, Ethereum, XRP e Solana em posições estratégicas neste início de janeiro. O relatório, assinado pelos analistas Lucas Piza e Fábio Perina, afirma que o comportamento dos preços nas próximas semanas pode determinar se o mercado confirma uma retomada ou volta a enfrentar pressão intensa.
Apesar da recuperação registrada em dezembro, o banco destaca que o cenário segue indefinido, o que exige atenção redobrada aos níveis técnicos que podem indicar pontos de compra.
Segundo o Itaú, o fim de 2025 trouxe um alívio importante ao setor. O Bitcoin e as principais altcoins se afastaram de suportes críticos que, se rompidos, abririam espaço para um novo ciclo de baixa. Esse movimento não confirma uma tendência clara de alta, mas reduziu o risco imediato de um bear market no curto prazo. Ainda assim, a instituição alerta que a estrutura técnica permanece frágil.
O relatório explica que o mercado cripto entra em janeiro apoiado em uma recuperação técnica, mas ainda distante de uma confirmação estrutural. Os analistas observam que boa parte dos ativos está acima da média móvel de 21 dias, porém continua abaixo da média de 200 dias, situação típica de um mercado que tenta sair da zona de transição. Isso mantém o ambiente sensível a qualquer mudança de humor.
Dentro desse cenário, o Itaú avalia que não há espaço para decisões generalizadas entre criptomoedas. Cada ativo apresenta resistências e suportes bem definidos, o que exige leitura individual. Essa lógica vale também para os ETFs listados na B3, que seguem estruturas técnicas semelhantes às de seus ativos subjacentes.
O Nasdaq Crypto Index (NCI) simboliza essa fase de indefinição. O índice negocia perto de uma resistência importante e pode iniciar uma tendência de alta mais consistente caso consiga superá-la. Em contrapartida, perder os suportes atuais reabriria espaço para correções profundas. Por isso, acompanhar o NCI se tornou essencial para entender o rumo do mercado como um todo.
No caso do Bitcoin, o banco diz que o ativo entrou em 2026 sem tendência definida no curto prazo. Ele opera dentro de uma faixa bem delimitada e encara uma resistência que, se rompida, cria um ponto claro de compra. A quebra desse nível abriria espaço para avanços mais expressivos. Porém, um recuo até o suporte marcado em dezembro seria negativo e poderia reacender temores de baixa. Os ETFs de Bitcoin na B3 também se aproximam de regiões decisivas que podem confirmar retomada caso resistências sejam superadas.
O Ethereum aparece como um ativo especialmente sensível neste início de ano. A criptomoeda se aproxima de uma resistência crucial que, se vencida, pode colocá-la novamente no caminho da máxima histórica. Os analistas alertam, porém, que o ETH precisa respeitar um suporte importante para evitar reversão de tendência. O ETF de Ethereum na B3 segue a mesma estrutura técnica.
O XRP também ganhou destaque no relatório por ter evitado um cenário negativo em dezembro. Essa reação criou uma nova resistência. Se o token da Ripple superar esse patamar, pode entrar em tendência de alta de curto prazo. Mas, caso perca o suporte-chave, volta o risco de quedas mais intensas.
A Solana fecha a lista de ativos avaliados. Depois de forte recuperação em dezembro, ela se aproxima de uma resistência considerada decisiva. O rompimento desse ponto abriria espaço para novas altas em 2026. O Itaú, no entanto, reforça que a perda do suporte principal pode inverter rapidamente o cenário.
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