A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) apreendeu 2.517 unidades de produtos irregulares no centro logístico do Mercado Livre em Cajamar, na Grande São Paulo. A operação foi realizada na 4ª feira (18.mar.2026) e identificou itens de saúde sem registro sanitário e com rotulagem inadequada. A fiscalização teve como objetivo localizar produtos comercializados sem regularização sanitária que continuavam sendo vendidos pela plataforma.
A operação concentrou-se em dispositivos médicos, cosméticos e alimentos armazenados no depósito. Os fiscais verificaram a regularidade dos produtos disponíveis no estoque e identificaram itens irregulares para retirada. Segundo a agência, os problemas vão da falta de registro sanitário a irregularidades na rotulagem. Parte dos produtos apresentava anúncios com alegações não permitidas.
A ação foi voltada a produtos com oferta de pronta entrega pela plataforma, conhecida como entrega “Full”, que precisam estar em estoque no principal centro de distribuição.
Entre os itens apreendidos estão 1.677 unidades de medidor de pressão, 511 unidades de lubrificante íntimo e 270 unidades de probióticos e enzimas digestivas. A fiscalização também recolheu 19 unidades de suplemento alimentar, 17 termômetros, 14 unidades de pomada modeladora, 6 unidades de tinta de tatuagem e 3 oxímetros.
Os fiscais da Anvisa determinaram a remoção imediata da divulgação desses produtos no site da empresa. A fiscalização identificou anúncios que descumpriam normas sanitárias. De acordo com a agência, os itens foram retirados do estoque e também tiveram seus anúncios removidos da plataforma.
Em nota, o Mercado Livre afirmou que “está em constante aprimoramento com o objetivo de chegar o mais próximo possível de zerar a presença de qualquer produto irregular em sua plataforma”.
A empresa declarou que “a fiscalização resultou em 0,34% de produtos retidos, de um total de mais de 1 milhão de itens em estoque regulados pela agência armazenados naquele centro de distribuição. Entre eles, não havia nenhum medicamento”. Segundo a companhia, os dados dos vendedores responsáveis pelos produtos foram compartilhados, reforçando sua postura colaborativa com a Anvisa.


