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XP projeta cenário construtivo para fundos imobiliários em 2026

2026/03/18 22:55
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XP projeta cenário construtivo para fundos imobiliários em 2026

Os fundos imobiliários devem atravessar 2026 em terreno mais favorável, impulsionados por uma combinação de inflação em desaceleração e perspectiva de cortes graduais na taxa Selic. Segundo o Outlook Fundos Listados 2026, da XP, esse quadro tende a valorizar ativos geradores de renda recorrente, com destaque para FIIs de tijolo e segmentos com fundamentos operacionais sólidos.

A taxa básica de juros projetada em 12,5% ao fim do ano cria um ambiente de reprecificação positiva para ativos sensíveis ao custo de capital. Nesse contexto, os FIIs listados seguem negociando a níveis considerados atrativos, enquanto os setores subjacentes mantêm bases resilientes de demanda, vacância e preços de locação.

A XP ressalta que os fundos de tijolo podem se beneficiar mais diretamente da queda dos juros, dada sua maior duration e correlação com o ciclo. Ao mesmo tempo, recomenda cautela diante das incertezas internas e externas, preservando abordagens equilibradas entre risco e retorno.

Entre os segmentos, as lajes corporativas mostram recuperação com a retomada do presencial, refletida em melhora de ocupação e performance operacional. Mesmo assim, ainda há desconto relevante em ativos prime, especialmente nas regiões mais valorizadas de São Paulo, o que pode abrir janelas táticas de alocação.

Nos galpões, os fundos logísticos seguem apoiados por demanda consistente, com vacância historicamente baixa e aluguéis em trajetória de alta, dinâmica sustentada pelo avanço do e-commerce. Já os shopping centers exibem ocupação elevada e inadimplência sob controle, embora o crescimento esperado seja mais moderado.

Os fundos de recebíveis imobiliários mantêm perfil defensivo, úteis para diversificação em cenários voláteis. A tendência é de alguma redução nas distribuições à medida que os juros cedem, mas o carry segue relevante para compor rendimento em carteiras balanceadas.

Para 2026, o relatório aponta retornos ainda competitivos para os fundos imobiliários, combinando fundamentos operacionais sólidos, múltiplos de negociação atrativos e um ciclo de juros potencialmente benéfico — sem abrir mão da disciplina e da análise seletiva.

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