Camilo Antunes pagou passagens e hospedagem à Portugal; defesa diz que filho de Lula não sabia das fraudesCamilo Antunes pagou passagens e hospedagem à Portugal; defesa diz que filho de Lula não sabia das fraudes

Defesa confirma que Careca do INSS financiou viagem de Lulinha

2026/03/17 10:56
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A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, confirmou nesta 2ª feira (16.mar.2026) que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes financiou uma viagem do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Portugal. O lobista, conhecido como Careca do INSS, está preso desde setembro de 2025. A informação foi apresentada ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça.

Os advogados de Lulinha encaminharam um ofício ao STF detalhando a relação entre o filho do presidente e o lobista investigado. No documento, a defesa explicou que Fábio Luís aceitou um convite para acompanhar uma viagem destinada a conhecer a produção de medicamentos à base de canabidiol.

A viagem se deu em novembro de 2024, quando o Careca do INSS pagou passagens e hospedagens a Lulinha. Antonio Carlos Camilo Antunes é investigado por fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A Operação Sem Desconto, que apura os crimes, foi deflagrada em abril de 2025.

Segundo a defesa, Lulinha viajou uma única vez ao lado de Antunes, que foi apresentado ao filho do presidente pela empresária Roberta Luchsinger. Ela também foi alvo da Operação Sem Desconto. A defesa afirmou que ela teria apresentado o lobista como empresário de sucesso da área farmacêutica.

Os advogados reforçam que, na época, não havia denúncias contra Antunes que levantassem suspeitas em Lulinha ao aceitar o convite.

O convite para a viagem partiu do próprio Antonio Carlos Camilo Antunes, que apresentou o projeto como uma iniciativa relacionada à produção farmacêutica e à extração de canabidiol.

ENTENDA

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS investiga suspeitas de fraudes e descontos indevidos em benefícios do INSS. A quebra de sigilo autoriza que a comissão tenha acesso a movimentações financeiras, declarações fiscais e contratos relacionados ao investigado.

Até o momento, não há decisão judicial que atribua crime a Lulinha. A medida integra a fase de coleta de provas no âmbito da comissão parlamentar.


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