Presidente-norte americano disse que França pode ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz, mas que não é aliada "perfeita"Presidente-norte americano disse que França pode ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz, mas que não é aliada "perfeita"

Macron é “nota 8”, mas EUA não precisam de ninguém, diz Trump

2026/03/17 03:10
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse nesta 2ª feira (16.mar.2026) que seu homólogo francês, Emmanuel Macron (Renascimento, centro) têm sido um aliado “nota 8” nas questões relacionadas à reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo o mandatário, o governo da França “não é perfeito”, e Washington “não precisa de ninguém”.

“Eu não insisto muito para que eles se juntem a nós, porque minha postura é que não precisamos de ninguém. Somos a nação mais forte do mundo. Temos as forças armadas mais poderosas do mundo. Eu quase faço isso porque quero descobrir como eles reagem”, afirmou durante entrevista a jornalistas.

Durante evento organizado com o conselho do instituto cultural Kennedy Center, o presidente afirmou que conversou com Macron no domingo (15.mar). Segundo ele, os Estados Unidos não esperam uma aliança “perfeita” com a França para a guerra com o Irã.

Trump ainda criticou a postura do Reino Unido no conflito, já que o governo britânico só teria se oferecido para enviar navios de guerra após o início da ofensiva. Ele disse ainda questionou o premiê Keir Starmer (Partido Trabalhista, centro-esquerda) por consultar sua equipe antes de tomar uma decisão o possível apoio militar.

“Eu disse: ‘O senhor não precisa se reunir com sua equipe. O senhor é o primeiro-ministro, pode tomar a decisão sozinho. Por que precisa se reunir com sua equipe para decidir se vai enviar alguma coisa? Caça-minas ou alguns navios?'”, afirmou.

Ao falar sobre a relação com aliados da Otan (Organização do Tratado Atlântico Norte), o presidente norte-americano disse que os Estados Unidos –na época sob administração de Joe Biden (Partido Democrata)– “não precisavam” ter ajudado a Ucrânia na guerra contra a Rússia. Em seguida, criticou o bloco por se recusar a ajudar Washington nas operações militares no Estreito de Ormuz.

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