Confirmação será na 5ª (19.mar) com Lula no Estado; partido prepara ato para lançar chapa completa e ainda não definiu situação de Marina e FrançaConfirmação será na 5ª (19.mar) com Lula no Estado; partido prepara ato para lançar chapa completa e ainda não definiu situação de Marina e França

PT anunciará Haddad em SP e deixa ato com vice para depois

2026/03/16 17:00
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), será anunciado nesta 5ª feira (19.mar.2026) como o candidato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao governo de São Paulo. Depois da confirmação do nome de Haddad, o PT pretende realizar um ato político mais amplo, quando a composição da chapa estiver definida.

A exoneração do ministro deve ser publicada no DOU (Diário Oficial da União) até 6ª feira (20.mar). O atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, assumirá o cargo. O partido já montou a equipe de campanha e definiu seu QG. Falta definir o candidato a vice-governador e a 2ª vaga ao Senado na aliança governista em São Paulo.

A confirmação de Haddad é vista por aliados como o 1º passo para organizar a disputa presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O Estado concentra o maior colégio eleitoral do país. É considerado estratégico na corrida ao Planalto, e petistas avaliam que a disputa deve ser acirrada.

No Estado, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) já se movimenta pela reeleição e é o principal aliado de Flávio. Dentro do PT, Haddad é visto como o único nome com densidade eleitoral suficiente para sustentar o palanque lulista em um 2º turno.

Dirigentes afirmam que a prioridade para a vice é atrair um nome de perfil mais ao centro para ampliar o alcance eleitoral da candidatura. Entre as possibilidades discutidas estão empresários do interior paulista e lideranças com ligação com o agronegócio. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) participa das negociações e deve ajudar a puxar votos fora da capital.

Entre os nomes citados nas conversas para a vice estão a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB). Ambos, porém, também são mencionados nas negociações para o Senado e têm sinalizado preferência por disputar uma vaga na Casa Alta. A situação segue em aberto.

França é lembrado por aliados pela proximidade partidária com Alckmin e pela interlocução com setores do empresariado paulista. Marina passou a ser considerada nas conversas recentes, já que sua presença poderia ajudar a manter o apoio do eleitorado feminino que foi decisivo para a vitória de Lula em 2022.

Outra peça do xadrez é a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB). Ela chegou a ser avaliada para compor a chapa como vice —também sob a avaliação de que poderia ampliar o alcance da candidatura entre eleitores de centro—, mas confirmou nesta semana que disputará o Senado.

A decisão reduz as vagas em aberto na aliança, em que agora 2 ministros disputam 1 vaga.

AGENDA NA 5ª FEIRA

A agenda oficial de Haddad na 5ª feira (19.mar) será ao lado do presidente, em São Paulo.

Ambos participam da abertura da Caravana Federativa, no Expo Center Norte, que reunirá ministros e autoridades do governo. Entre os presentes estarão a ministra Gleisi Hoffmann (PT) e o deputado e vice-presidente do partido Jilmar Tatto (PT-SP), que integra a coordenação da campanha de Haddad no Estado.

A programação inclui um deslocamento para São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A comitiva participará de uma cerimônia na Universidade Federal do ABC para a entrega do título de doutor honoris causa (in memoriam) ao ex-presidente do Uruguai, José Mujica.

Aliados dizem que não haverá anúncio durante os eventos, por se tratar de agendas institucionais. O partido ainda define de que forma confirmará o nome do ministro. A tendência é que a confirmação seja feita durante conversas com jornalistas.

O cuidado tem relação com a legislação eleitoral, que permite a divulgação de pré-candidaturas antes da campanha, mas restringe o uso de eventos e estruturas do governo para promover candidaturas.

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