O mercado de imóveis de leilão tem atraído cada vez mais investidores em busca de descontos e oportunidades de compra. Muitas dessas propriedades são retomadas por bancos após inadimplência em financiamentos e acabam vendidas com valores abaixo do preço de mercado.
No quadro Monitor Entrevista, conduzido por Marcos de Vasconcellos, CEO do Monitor do Mercado, André Khezam, CEO da Wiser Inteligência Imobiliária, explicou como funciona esse tipo de operação e quais cuidados são necessários antes de investir.
Para Khezam, o aumento do interesse por esse tipo de investimento nos últimos anos foi impulsionado pela busca por alternativas de renda e pela possibilidade de adquirir imóveis com desconto.
Nos leilões imobiliários, os imóveis são ofertados publicamente por meio de plataformas especializadas, como a Wiser Inteligência Imobiliária (clique aqui para conferir) ou leiloeiros oficiais. O preço inicial costuma ser definido com base em avaliações prévias ou no valor da dívida associada ao imóvel.
Quando um financiamento não é pago, a instituição financeira pode executar a garantia e levar o imóvel a leilão para recuperar o crédito. Esse processo é previsto na legislação brasileira e faz parte da dinâmica do mercado imobiliário.
Khezam explicou que os descontos mais relevantes costumam aparecer nas etapas posteriores do processo. “No leilão de primeira instância o imóvel normalmente vai pelo valor de mercado. O imóvel começa a ficar mais interessante a partir do segundo leilão, porque ele passa a refletir o valor da dívida e não necessariamente o valor de mercado”, disse.
Isso acontece porque a instituição financeira busca recuperar o crédito. Caso o imóvel não seja vendido na primeira tentativa, o preço mínimo pode cair na etapa seguinte.
Existem dois tipos principais de leilões: judiciais e extrajudiciais.
Os leilões judiciais ocorrem dentro de processos na Justiça, normalmente ligados à cobrança de dívidas ou disputas judiciais. Já os extrajudiciais são realizados fora do Judiciário, com frequência por bancos que executam garantias de financiamentos imobiliários.
Segundo o CEO da Wiser, os leilões extrajudiciais são comuns no caso de imóveis financiados, pois a legislação permite que a retomada seja feita diretamente pela instituição credora em caso de inadimplência.
Confira aqui a entrevista completa:
Apesar do potencial de desconto, o especialista afirmou que a compra em leilão exige análise detalhada da documentação do imóvel.
Entre os pontos que precisam ser avaliados estão a matrícula no cartório, eventuais dívidas vinculadas ao imóvel e a situação de ocupação. Em alguns casos, o imóvel pode estar ocupado, o que exige procedimentos legais para desocupação.
Outro aspecto importante é verificar as condições de pagamento estabelecidas no edital do leilão. Em determinados casos é possível financiar o imóvel ou utilizar recursos do FGTS, mas as regras variam conforme a instituição responsável pela venda.
O avanço das plataformas digitais ampliou o acesso ao mercado de leilões imobiliários. Hoje, investidores conseguem acompanhar ofertas e participar de disputas pela internet.
Khezam explicou que o aumento da informação disponível também contribuiu para a entrada de novos investidores no segmento. Mesmo assim, ele recomenda que interessados estudem o funcionamento do processo antes de realizar a primeira compra.
Segundo o executivo, entender a dinâmica do mercado imobiliário, analisar corretamente os editais e avaliar os riscos jurídicos são passos fundamentais para quem pretende investir nesse tipo de ativo.
No entanto, Khezam explica que é necessário ser paciente: “Investidor não pode ter pressa. Se perder um leilão, analisa o próximo”..
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