A inflação dos Estados Unidos, medida pelo índice de preços ao consumidor (CPI), subiu 0,3% de janeiro para fevereiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Departamento do Trabalho.
Na comparação anual, a inflação medida pelo indicador ficou em 2,4%. O resultado veio em linha com as expectativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que também projetavam alta mensal de 0,3% e avanço anual de 2,4%.
O núcleo do CPI, que exclui itens com preços mais voláteis, como alimentos e energia, avançou 0,2% de janeiro para fevereiro, também com ajuste sazonal. Na comparação anual, o núcleo da inflação subiu 2,5%.
O resultado também ficou em linha com as estimativas do mercado.
A divulgação do CPI não alterou de forma relevante as expectativas do mercado para a trajetória de juros do Federal Reserve (Fed). Segundo a ferramenta de monitoramento do CME Group, a probabilidade de início de cortes de juros em julho permaneceu próxima de 54%.
Por volta das 14h30 (horário de Brasília), a chance de um corte de juros na reunião de junho é de 36,2%. Para setembro, a probabilidade é de 63,1%.
A consultoria Capital Economics avalia que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), medida de inflação preferida do Fed, deve mostrar um avanço maior que o indicado pelo CPI.
A estimativa é de alta de 0,42% em fevereiro na comparação mensal. Se confirmada, a inflação anual do núcleo do PCE ficaria próxima de 3,1%, acima dos 2,5% registrados pelo núcleo do CPI.
Segundo a consultoria, a diferença ocorre por causa da composição dos índices. Alguns itens têm peso maior no cálculo do PCE.
Um exemplo é o software. Os preços desse item subiram 6,5% em fevereiro e têm peso cerca de cinco vezes maior no PCE do que no CPI. Por isso, o impacto sobre o indicador usado pelo Fed tende a ser maior.
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