Cury (CURY3) sobe após lucro recorde no 4T25: vale a pena investir?
Após reportar um aumento de mais de 60% no lucro do quarto trimestre de 2025, a Cury (CURY3) iniciou as negociações desta quarta-feira (11) em alta. Por volta das 12h30, os papéis da companhia seguem no campo positivo, avançando 3,38%, a R$ 37,03.
Nos três últimos meses do ano passado, a Cury teve lucro líquido de R$ 270 milhões, um avanço de 62,9% na comparação anual. Já a receita líquida da companhia saltou 37,2%, a R$ 1,42 bilhão.
Os números vieram acima das projeções dos analistas da LSEG. Para o lucro, as estimativas eram de R$ 254 milhões, enquanto para a receita líquida eram de R$ 1,41 bilhão, em linha com o reportado.
Outro indicador que também chamou atenção do mercado foi a geração de caixa recorde, que atingiu R$ 321,1 milhões no quarto trimestre. O montante indica um ganho de 113,5% frente ao mesmo período do ano anterior.
Na visão dos analistas do BTG Pactual, os números divulgados pela Cury reforçam a consistência operacional da companhia. Em relatório, os analistas da casa destacaram que a construtora apresentou um “forte 4T em todos os aspectos”, com crescimento sólido de receitas e lucros na comparação anual.
Segundo o BTG, o lucro por ação do trimestre ficou 6% acima das estimativas da casa, beneficiado principalmente por despesas administrativas menores do que o esperado. Outro ponto destacado pelo BTG foi a forte geração de caixa da companhia, sustentada pelo modelo de negócios considerado mais leve em capital.
Além disso, o BTG ressaltou que a empresa encerrou o ano com estrutura de capital robusta, mesmo após distribuir dividendos atrativos ao longo de 2025. “Mesmo após a distribuição total de R$ 1,02 bilhão em dividendos e a oferta subsequente de R$ 574 milhões, a Cury encerrou 2025 com um balanço muito sólido, com posição líquida de caixa”, disseram os analistas.
Diante desse cenário, a casa reiterou recomendação de compra para as ações da Cury (CURY3), com preço-alvo de R$ 44, o que implica potencial de valorização de cerca de 23% em relação ao fechamento da última terça-feira (10).


