Ministro diz que gestão centralizada na Itália dificulta resposta da concessionária e defende despolitizar renovação do contratoMinistro diz que gestão centralizada na Itália dificulta resposta da concessionária e defende despolitizar renovação do contrato

Silveira critica atuação da Enel e cobra ação de Nunes em SP

2026/03/11 23:14
Leu 3 min
Para enviar feedbacks ou expressar preocupações a respeito deste conteúdo, contate-nos em [email protected]

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, criticou nesta 4ª feira (11.mar.2026) a atuação da distribuidora Enel no Brasil e disse que a gestão da empresa é “muito centralizada na Itália”, o que contribui com os problemas no fornecimento de energia em São Paulo e as dificuldades de ação em momentos de crise.

Para o ministro, essa centralização dificulta respostas mais rápidas da companhia a eventos climáticos extremos, como os temporais que têm provocado quedas de energia na capital paulista. A fala se deu durante participação na Comissão de Minas e Energia, da Câmara dos Deputados.

Silveira também fez críticas à gestão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), ao afirmar que há “politicagem” no debate sobre os apagões e que parte do problema está relacionada à arborização da cidade.

Segundo o ministro, a rede elétrica da capital paulista passa por áreas com grande concentração de árvores, o que aumenta o risco de quedas de galhos sobre os cabos durante tempestades. Para ele, sem uma política adequada de manejo da vegetação urbana, eventos climáticos continuarão afetando o fornecimento de energia.

“A cidade é muito arborizada e a rede elétrica está no meio das árvores. É impossível resolver o problema sem a boa vontade da prefeitura para enfrentar a questão da arborização”, afirmou.

DEBATE NA ANEEL

A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu, em 24 de fevereiro, adiar por 1 mês a conclusão da análise sobre o encerramento do contrato de concessão da Enel SP na capital paulista e na região metropolitana.

A agência reguladora verifica se a empresa italiana irá perder o direito de atuar na distribuição de energia na região. 

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, se posicionou contra a prorrogação e adiantou que seu voto será pela caducidade do contrato da concessionária.

Disse não faltarem indícios –vindos de Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), Congresso Nacional, CGU (Controladoria-Geral da União) e TCU (Tribunal de Contas da União)– de que a prestação de serviço da concessionária está aquém do que se espera de uma empresa, em especial pela densidade demográfica da região atendida. Leia a íntegra do voto (PDF – 721 kB).

Segundo o diretor, a Enel SP “perdeu a legitimidade social” para continuar a prestação de serviço na cidade e não há argumentos que possa apresentar que sejam capazes de mudar seu pensamento “dado o histórico de piora do desempenho”.

As concessões de distribuição de energia no país são reguladas pela agência e têm prazo determinado. Para serem renovadas, as empresas precisam cumprir metas de qualidade do serviço e indicadores de desempenho definidos pela regulação do setor elétrico.


Leia mais:

  • Fiquei muito triste quando Redata caducou, diz Alexandre Silveira
Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail [email protected] para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.