O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) completou sua segunda alta consecutiva no pregão desta terça-feira (10) ao encerrar em alta firO Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) completou sua segunda alta consecutiva no pregão desta terça-feira (10) ao encerrar em alta fir

Morning Call: Possível liberação da maior reserva estratégica de petróleo da história acalma mercados

2026/03/11 20:31
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3) completou sua segunda alta consecutiva no pregão desta terça-feira (10) ao encerrar em alta firme de 1,40%, aos 183.447 pontos, impulsionado pela forte queda nos preços do petróleo no mercado internacional. O Índice também foi ajudado pela redução das tensões geopolíticas diante do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a guerra no Oriente Médio estaria próxima do fim.

O recuo da commodity pressionou as ações da Petrobras, que acompanharam o movimento negativo do petróleo no mercado internacional. Os papéis ordinários (ON) recuaram 0,19%, enquanto os preferenciais (PN) caíram 0,53%. Na outra ponta, a Vale ajudou a sustentar o índice, com alta de 1,64%.

No setor financeiro, o ritmo também foi de alta, com ganhos consistentes do Itaú Unibanco (+1,48%) e do Bradesco (+2,46%).

Entre os destaques positivos do dia estiveram Rumo, que disparou 6,96%, seguida por Magazine Luiza, com alta de 6,51%. Já a Raízen figurou entre as maiores quedas do pregão, recuando 5,45%.

No câmbio, o dólar encerrou o dia em queda de 0,13% frente ao real, cotado a R$ 5,16, diante da sinalização de que os EUA não pretendem ampliar o conflito com o Irã e consequente redução da aversão ao risco.

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Nesta quarta-feira (11), o cenário internacional segue dominado pelas incertezas em torno da guerra no Oriente Médio. Apesar da crescente avaliação de que o conflito pode não se prolongar por muito tempo, os mercados continuam atentos a qualquer novo desdobramento, o que mantém elevada a volatilidade nos ativos globais.

A tensão aumentou após o Irã ameaçar instalar minas no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio mundial de petróleo, com o objetivo de atingir qualquer embarcação que tente atravessar a região. Nas últimas horas, diversos navios cargueiros foram atingidos nas proximidades do Estreito, ampliando o temor de uma escalada militar.

No fim da tarde desta terça-feira, Donald Trump afirmou em publicação na rede Truth Social que forças militares americanas destruíram 16 embarcações que, segundo ele, seriam usadas para a implantação de minas marítimas. A declaração veio após ele ameaçar o Irã com consequências militares “de um nível nunca visto antes” caso o país tenha realmente instalado minas e se recuse a removê-las imediatamente.

Mesmo em meio às tensões, uma notícia ajudou a amenizar os temores no mercado de energia. A Agência Internacional de Energia (AIE) propôs a liberação de cerca de 182 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas mantidas por diversos países, o maior volume já mobilizado na história. Entre os principais contribuintes estão Estados Unidos e Japão.

O governo japonês, inclusive, decidiu antecipar o movimento e começará a liberar parte de suas reservas já a partir de 16 de março, antes mesmo da formalização da decisão coletiva da AIE. Paralelamente, a premiê do país, Sanae Takaichi, orientou o ministro da Indústria a adotar medidas emergenciais para conter o avanço dos preços da gasolina.

No Brasil, o forte recuo do petróleo trouxe alívio às expectativas de inflação e reacendeu as apostas de início do ciclo de corte da taxa básica de juros já na próxima reunião do Banco Central (BC).

Durante o BDM Live, o ex-BC e sócio-fundador da Eytse Estratégia, Sergio Goldenstein, avaliou que a autoridade monetária deve mencionar a volatilidade internacional, mas sem permitir que a guerra seja um obstáculo para iniciar a flexibilização monetária. Segundo ele, a política de juros não deve reagir a movimentos de curto prazo, mesmo que o choque do petróleo se mostre mais persistente.

“É para isso que existe uma banda de inflação no regime de metas”, afirmou. Na avaliação de Goldenstein, o BC não deve perseguir rigidamente o centro da meta de 3%, mas sim acomodar a inflação dentro do intervalo de tolerância, o que abriria espaço para um corte de 0,50 ponto percentual na Selic já em março, levando a taxa para 14,50%.

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Manchetes desta manhã

  • AIE prepara maior liberação de reserva de petróleo da história (Valor)
  • Irã ataca navios no golfo Pérsico após ação dos EUA (Folha)
  • Cade aprova venda de controle da CBA para Chalco e Rio Tinto (Estadão)
  • Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de R$ 65 bilhões (O Globo)

Mercado global acompanha volatilidade do petróleo

As Bolsas da Europa voltam a cair com os temores sobre os impactos da guerra no Oriente Médio sobre a economia global.

No cenário econômico local, a inflação da Alemanha desacelerou levemente em fevereiro, conforme esperado. No setor corporativo, as ações da Rheinmetall ficaram entre os destaques negativos do pregão, pressionadas pela divulgação de um lucro anual abaixo das expectativas do mercado para a fabricante do setor de defesa.

Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta diante da queda do petróleo, enquanto investidores seguem cautelosos com as tensões geopolíticas e aguardam os dados de inflação dos EUA.

O índice Nikkei do Japão subiu 1,51%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul fechou em forte alta de 1,40%. Na China, o Xangai subiu 0,25% e o Shenzhen, 0,78%.

Em Nova York, os índices futuros operam em leve alta nesta quarta-feira (11), enquanto investidores aguardam os dados de inflação ao consumidor (CPI), com expectativa de alta.

Confira os principais índices do mercado:

  • S&P 500 Futuro: +0,15%
  • FTSE 100: -0,51%
  • CAC 40: -0,29%
  • Nikkei 225: +1,43%
  • Hang Seng: -0,24
  • Shanghai SE Comp: +0,25%
  • Ouro (abr): -0,88%, a US$ 5.195,8 por onça troy
  • Índice do dólar (DXY): +0,23%, aos 99,054 pontos
  • Bitcoin: -0,52% a US$ 69.650,47
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Commodities

  • Petróleo: volta a subir após a forte queda da véspera, com o barril se aproximando de US$ 90, enquanto investidores monitoram os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
    Segundo informações do Wall Street Journal , a AIE propôs uma liberação recorde de reservas estratégicas e o presidente francês Emmanuel Macron articula reunião do G7 sobre a crise energética, enquanto ataques a navios próximos ao Estreito de Ormuz aumentam as tensões.
    O Brent/maio valoriza 2,89%, cotado a US$ 90,34 e o WTI/abril avança 2,94%, a US$ 85,90.
  • Minério de ferro: fechou em alta de 0,9% na Bolsa de Dalian, na China, cotado a US$ 114,5/ton.
    O avanço reflete a liquidez limitada no mercado à vista do minério em meio à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Analistas da consultoria Nanhua Futures mencionam fundamentos que apontam fraqueza sazonal tanto na demanda quanto na oferta.

Cenário internacional

Nos EUA, a agenda econômica desta quarta-feira concentra atenções na divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de fevereiro, indicador-chave para calibrar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária.

O mercado projeta desaceleração do núcleo do CPI para alta mensal de 0,2%, após avanço de 0,29% em janeiro, o que manteria a taxa anual em torno de 2,5%. Já o índice cheio deve registrar aceleração de 0,3% no mês, pressionado principalmente pelos preços de energia e alimentos, enquanto a inflação anual tende a permanecer em 2,4%. Este resultado, no entanto, ainda não deve refletir os impactos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre os preços globais.

Também está no radar dos investidores o discurso de Michelle Bowman, vice-presidente para supervisão do Federal Reserve (Fed), previsto para as 9h30, que pode trazer novos sinais sobre o ritmo de flexibilização da política monetária americana.

No contexto dos conflitos no Oriente Médio, ao longo desta terça-feira, o petróleo exibiu movimentos extremamente bruscos. No momento mais agudo da sessão, os preços chegaram a despencar cerca de 18% após uma publicação do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmar que a Marinha americana havia escoltado um petroleiro pelo Estreito de Ormuz, o que reduziria os riscos logísticos para o transporte da commodity.

Minutos depois, porém, a postagem foi apagada e a Casa Branca negou que a escolta tivesse ocorrido, embora tenha admitido que a operação poderia acontecer. Com isso, a queda perdeu força e o barril terminou o dia recuando cerca de 11%. O governo iraniano reagiu acusando os Estados Unidos de disseminar informações falsas para manipular o mercado.

Cenário nacional

No Brasil, o destaque da agenda é a divulgação da Pesquisa Mensal de Comércio de janeiro, que apresentou desempenho acima do esperado e reforçou a resiliência do consumo. As vendas do varejo cresceram 0,4% na série com ajuste sazonal, revertendo a queda de 0,4% registrada em dezembro. O resultado superou com folga o consenso do mercado, que apontava recuo de 0,1%.

Na comparação com janeiro do ano passado, o setor avançou 2,8%, acima da alta de 2,3% observada anteriormente. O comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, também manteve trajetória positiva, com crescimento de 0,9% no mês, marcando a décima taxa consecutiva no campo positivo.

No noticiário corporativo, a Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, protocolou o maior pedido de recuperação extrajudicial já registrado no país. A companhia busca renegociar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas com grandes bancos e detentores de títulos internacionais.

A informação foi antecipada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Segundo fontes, as negociações já contam com o apoio de mais de 40% dos credores, embora a homologação do processo dependa da adesão de ao menos 50% mais um dos credores envolvidos.

Com o pedido, a empresa deve obter um período de 90 dias de proteção nas negociações com credores, o que dará tempo para reorganizar suas finanças e tentar reestruturar as operações. O plano contempla apenas obrigações financeiras e não inclui dívidas com fornecedores.

Horas antes da formalização do pedido, a agência Moody’s rebaixou o rating de crédito da companhia de Caa1 para Caa3, mantendo perspectiva negativa. A decisão reflete a elevada alavancagem da empresa e a pressão sobre sua geração de caixa.

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Destaques do mercado corporativo

  • Raízen: protocolou pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas com bancos e bondholders. O pedido ocorre após rebaixamento do rating pela Moody’s e inclui período de 90 dias de proteção para negociação com credores.
  • Bradesco : acionistas elegeram Paulo Caffarelli, Regina Nunes e Ivan Gontijo para o conselho de administração, substituindo três membros do colegiado.
  • BRB: confirmou sanção de lei do Distrito Federal que autoriza operações de até R$ 6,6 bilhões para reforço financeiro da instituição.
  • Compass: a empresa do grupo Cosan estuda realizar IPO entre o fim de março e início de abril, com potencial de movimentar entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões.
  • Suzano: aprovou a 12ª emissão de debêntures no valor de R$ 179 milhões, com vencimento em março de 2041.
  • Ultrapar: afirmou que monitora oportunidades de negócios após notícia de possível negociação com a Chevron envolvendo participação na Ipiranga.

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