Companhias aéreas de vários países seguem com a suspensão de operações no Oriente Médio nesta 4ª feira (4.mar.2026), depois que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã.
Segundo o mapa de voos Flightradar24, desde sábado (28.fev), os cancelamentos em 7 grandes aeroportos internacionais da região —Doha, Abu Dhabi, Sharjah, Kuwait e Bahrein— superam 12.300 voos.
A Lufthansa anunciou no seu site que está coordenando com o governo alemão um voo para cidadãos do país que estão na região para a noite desta 4ª feira (4.mar) a partir de Muscat (Omã). A British Airways também comunicou que confirmou um voo com destino a Londres para 5ª feira (5.mar).
Transportadoras de diferentes países anunciaram cancelamentos ou suspensões de rotas. Eis a situação nesta 4ª feira (4.mar):
- Ethiopian Airlines – A última atualização é da manhã de 2ª feira (2.mar). A empresa confirma que voos de e para Amã, Beirute, Bahrein, Tel Aviv, Doha, Kuwait, Dubai, Sharjah, Abu Dhabi e Damã estão cancelados até novo aviso;
- Royal Air Maroc – A companhia marroquina publicou na manhã de 3ª feira (3.mar) que a situação no Oriente Médio levou ao cancelamento de alguns voos. Citou especificamente as rotas para Doha e Dubai;
- Turkish Airlines – A empresa mantém a permissão para que clientes com passagens compradas para rotas envolvendo Irã, Iraque, Jordânia, Líbano e Síria antes de 28 de fevereiro de 2026 alterem gratuitamente as datas até 10 de maio ou peçam reembolso. A medida vale para voos até 12 de março e pode ser acionada até 10 de maio;
- Etihad Airways – A empresa afirma que todos os voos comerciais com origem ou destino em Abu Dhabi estão suspensos até a tarde de 5ª feira (5.mar). A companhia orienta que os passageiros só se dirijam aos aeroportos se tiverem sido contatados. Clientes com bilhetes emitidos até 28 de fevereiro e datas de viagem até 7 de março podem remarcar gratuitamente até 18 de março. Para voos até 7 de março, também é possível solicitar reembolso;
- Emirates Airlines – A companhia informou que seus voos desta 4ª feira (4.mar) de e para Dubai estão cancelados. Pediu que os passageiros só se desloquem ao aeroporto se tiverem recebido notificação. Os clientes podem remarcar voo alternativo até 20 de março ou solicitar reembolso. A Emirates disse que continua a operar um número limitado de voos de repatriação de passageiros e de carga;
- Qatar Airways – A empresa disse nesta 4ª feira (4.mar) que mantém a suspensão de seus voos e informou que só retomará as operações quando as autoridades locais autorizarem. A companhia disse que divulgará novas atualizações na 6ª feira (6.mar);
- Lufthansa – A empresa alemã cancelou voos de e para Dubai até 6ª feira (6.mar). Também suspendeu rotas envolvendo Tel Aviv, Beirute, Amã (Jordânia), Erbil (Iraque), Damã (Arábia Saudita) e Teerã até domingo (8.mar). Até essa data, a companhia também deixará de utilizar os espaços aéreos de Israel, Líbano, Jordânia, Iraque, Qatar, Kuwait, Bahrein, Damã e Irã. A empresa decidiu suspender os voos de e para Larnaca (Chipre) até 6ª feira (6.mar), e não vai utilizar o espaço aéreo do país. A Lufthansa está coordenando com o governo alemão um voo para cidadãos do país para a noite desta 4ª feira (4.mar) a partir de Muscat (Omã);
- Air France – Cancelou voos até 5ª feira (5.mar) de e para Tel Aviv, Beirute, Dubai e Riade;
- Wizz Air – Suspendeu voos de e para Israel e para as cidades de Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, além de Amã, na Jordânia, com efeito imediato até 7 de março;
- KLM, braço holandês do grupo Air France-KLM – Suspendeu o restante das operações da temporada de inverno de e para Tel Aviv desde domingo (1º.mar). Também interrompeu rotas envolvendo Damã, Dubai e Riyadh até 2ª feira (9.mar);
- Oman Air – Informou que suspendeu todos os voos para Amã, Dubai, Bahrein, Doha, Damã, Kuwait, Copenhague e Bagdá até 6ª feira (6.mar);
- Japan Airlines – Suspendeu voos entre Tóquio e Doha até 15 de março;
- Iberia – A empresa espanhola anunciou o cancelamento das rotas para Doha e Tel Aviv até 15 de março;
- Air Europa – A companhia espanhola cancelou os voos entre Madri e Tel Aviv até 15 de março;
- Malaysia Airlines – A empresa da Malásia cancelou todos os voos de e para Doha até sábado (7.mar), e as rotas para Jeddah e Medina estão suspensas até domingo (8.mar);
- British Airways – A empresa britânica anunciou que está impossibilitada de operar voos para Abu Dhabi, Amã, Bahrein, Doha, Dubai e Tel Aviv, e informou que passageiros com passagens até 15 de março podem alterar as rotas até 29 de março. A companhia informou que há um voo disponível para 5ª feira (5.mar) em Muscat (Omã).
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União em 24 de fevereiro Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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