Morgan Stanley acelera entrada em cripto com infraestrutura própria Novo banco digital reforça disputa institucional pelos ativos digitais Licença fiduciária poMorgan Stanley acelera entrada em cripto com infraestrutura própria Novo banco digital reforça disputa institucional pelos ativos digitais Licença fiduciária po

Morgan Stanley quer lançar seu próprio banco de criptomoedas e agita o mercado financeiro

2026/02/28 19:00
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  • Morgan Stanley acelera entrada em cripto com infraestrutura própria
  • Novo banco digital reforça disputa institucional pelos ativos digitais
  • Licença fiduciária pode redefinir oferta de serviços cripto nos EUA

O Morgan Stanley movimenta o mercado financeiro ao solicitar uma licença bancária fiduciária nacional para criar seu próprio banco de criptomoedas. A iniciativa marca o passo mais ousado da instituição no setor digital e reforça a corrida global por infraestrutura própria para ativos digitais.

O pedido enviado ao Escritório do Controlador da Moeda mostra que o banco pretende abandonar gradualmente intermediários. A empresa quer oferecer custódia, negociação e serviços de staking diretamente sob sua supervisão regulada.

Morgan Stanley Digital Trust muda a estratégia do banco

A nova entidade, chamada Morgan Stanley Digital Trust, terá sede em Nova York e funcionará como subsidiária integral do banco. O foco envolve a custódia direta de criptoativos e operações de tokens para clientes de investimento.

Com isso, o banco pretende centralizar ativos que hoje estão espalhados por plataformas de terceiros. Esse arranjo funciona, mas cria dependências que o Morgan Stanley agora considera estratégicas demais para manter fora de sua estrutura.

A licença bancária traria os ativos para o balanço regulado da instituição. O banco descreve esse movimento como “à prova de falhas”, reforçando que enxerga a reputação como componente essencial da expansão no setor.

A decisão se integra a um projeto amplo que avança por várias áreas internas. O banco enxerga a transição para infraestrutura própria como um caminho inevitável diante da crescente demanda por serviços digitais.

Expansão inclui negociação direta, ETFs e novos produtos

No primeiro semestre de 2026, o banco iniciará a negociação direta de Bitcoin, Ethereum e Solana pela plataforma E*Trade. Assim, clientes de varejo poderão operar criptoativos pela interface tradicional de corretagem.

Até o fim de 2026, o Morgan Stanley planeja encerrar sua parceria com a Zero Hash. A meta é operar com infraestrutura totalmente interna, eliminando fornecedores externos no processo de custódia.

Além disso, o banco pediu o registro de seus próprios ETFs de Bitcoin, Ethereum e Solana. Se receber aprovação, será o primeiro grande banco americano a emitir esses produtos diretamente, sem recorrer a uma afiliada especializada.

O Morgan Stanley também avalia produtos de renda fixa ligados a cripto e empréstimos lastreados em Bitcoin. Essas ofertas surgirão conforme a infraestrutura interna atingir maturidade regulatória e operacional.

O movimento ocorre em um cenário maior de mudanças no setor financeiro tradicional. O JPMorgan desenvolve blockchain própria, enquanto a BlackRock avança na tokenização de ativos. Agora, o Morgan Stanley avança para a camada de confiança que sustenta a nova geração de serviços digitais.

Ainda mais, o pedido ainda aguarda decisão do OCC. Se aprovado, o Morgan Stanley Digital Trust pode se tornar uma das operações internas mais completas entre os grandes bancos dos Estados Unidos no mercado de ativos digitais.

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