O Ibovespa até tentou esticar o movimento nesta quinta-feira (26), mas o mercado preferiu pisar no freio na reta final do mês. O índice oscilou forte ao longo dO Ibovespa até tentou esticar o movimento nesta quinta-feira (26), mas o mercado preferiu pisar no freio na reta final do mês. O índice oscilou forte ao longo d

Ibovespa perde fôlego, mas sustenta os 191 mil antes do fim de fevereiro

2026/02/27 07:15
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Ibovespa perde fôlego, mas sustenta os 191 mil antes do fim de fevereiro

Ibovespa até tentou esticar o movimento nesta quinta-feira (26), mas o mercado preferiu pisar no freio na reta final do mês. O índice oscilou forte ao longo do dia, chegou a flertar novamente com os 192 mil pontos, mas terminou praticamente estável, em leve baixa de 0,13%, aos 191.005,02 pontos.

A sessão teve cara de acomodação. Depois de uma sequência intensa de recordes desde janeiro, o mercado entrou em modo mais seletivo — menos impulso e mais avaliação de risco. Ainda assim, o índice permanece consolidado acima dos 190 mil pontos, nível que até poucas semanas atrás era visto como teto.

O pano de fundo segue sendo fluxo. Em fevereiro, o Ibovespa acumula alta superior a 5% e, no ano, já avança 18,54%, caminhando para um dos melhores inícios de ano das últimas décadas.

O dia, porém, foi de divisão clara entre setores. As commodities perderam força e pesaram no índice. Vale (VALE3) recuou 0,84%, enquanto Petrobras (PETR3) caiu 0,14% e PETR4 ficou praticamente estável. A correção veio em meio ao enfraquecimento do petróleo, diante de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

Alison Correia, da Dom Investimentos, resumiu o clima do pregão: “É um movimento de correção puxado principalmente pelas commodities. Se houver alívio nas tensões entre EUA e Irã, o prêmio de risco no petróleo diminui.”

No exterior, o Nasdaq caiu 1,18%, mesmo após resultado acima do esperado da Nvidia, reforçando que o mercado continua sensível ao custo e ao retorno dos investimentos em inteligência artificial.

Cotação do dólar hoje

Depois de cinco quedas consecutivas, o dólar fechou em leve alta frente ao real, refletindo ajuste técnico de fim de mês e ambiente externo mais cauteloso.

Segundo Bruno Shahini, da Nomad, o movimento esteve ligado à formação da Ptax e à maior demanda por proteção no exterior.

• Dow Jones: -0,48%
• S&P 500: -0,82%
• Nasdaq: -1,18%

Maiores altas e baixas

Na ponta positiva do Ibovespa, Marcopolo (POMO4), Hapvida (HAPV3) e Pão de Açúcar (PCAR3) lideraram os ganhos. Do lado negativo, Rede D’Or (RDOR3), Vamos (VAMO3) e Natura (NTCO3) ficaram entre as maiores quedas.

O diferencial de juros ainda favorece o Brasil e o fluxo estrangeiro continua sustentando a Bolsa. Mas a leitura do cenário ficou mais complexa: agora o mercado equilibra commodities, política monetária americana, fluxo e risco geopolítico ao mesmo tempo.

Mesmo com a pausa desta quinta-feira, o Ibovespa segue ancorado em patamares historicamente elevados — e a alternância entre recordes e ajustes suaves tem sido, até aqui, a marca dessa nova fase.

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