O Japão planeja instalar mísseis terra-ar na ilha de Yonaguni, localizada a cerca de 110 km a leste de Taiwan. O ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, anunciou na 3ª feira (24.fev.2026) que o envio dos equipamentos será feito no ano fiscal de 2030. No Japão, o período vai de abril de 2030 a março de 2031. É a 1ª vez que o governo divulga um cronograma específico para a implantação.
Yonaguni fica a 1.900 km a sudoeste de Tóquio e é o ponto mais ocidental do território japonês. A ilha abriga, desde 2016, uma base das Forças de Autodefesa do Japão, com cerca de 160 militares dedicados principalmente a atividades de vigilância e monitoramento. O Ministério da Defesa do Japão havia anunciado em 2022 o plano de reforçar as defesas aéreas da ilha, mas sem definir prazo.
A primeira-ministra, Sanae Takaichi, afirmou em novembro de 2025 que Tóquio poderia intervir militarmente em caso de ataque contra Taiwan. A ilha é autogovernada, mas a China a considera parte de seu território. Pequim não descarta o uso da força e tem intensificado exercícios militares nas proximidades nos últimos anos.
O chanceler chinês, Wang Yi, disse neste mês, durante a Conferência de Segurança de Munique, que forças japonesas tentam “reviver o militarismo”. Pequim critica de forma recorrente o aumento dos gastos militares do Japão e o fortalecimento da aliança de defesa entre japoneses e norte-americanos.
Também na 3ª feira (24.fev.2026), Pequim anunciou restrições à exportação para dezenas de empresas japonesas. Segundo o governo chinês, as companhias contribuiriam para o fortalecimento da capacidade militar do Japão. A medida amplia as tensões econômicas entre as duas maiores economias da Ásia.
O governo japonês não informou o modelo dos mísseis que serão instalados nem a quantidade de equipamentos. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de reforço das defesas nas ilhas do sudoeste do arquipélago, consideradas estratégicas para a segurança nacional.


