O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), renovou seu recorde de fechamento nesta terça-feira (24), ao encerrar o pregão em alta de 1,4%O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), renovou seu recorde de fechamento nesta terça-feira (24), ao encerrar o pregão em alta de 1,4%

Morning Call: Nova tarifa dos EUA e resultados da Nvidia impulsionam os mercados

2026/02/25 20:19
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), renovou seu recorde de fechamento nesta terça-feira (24), ao encerrar o pregão em alta de 1,4%, aos 191.490,40 pontos, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 191 mil pontos.

O movimento foi impulsionado pela reação do mercado global às novas tarifas comerciais dos Estados Unidos, fixadas em 10%, abaixo dos 15% estimados, após a decisão da Suprema Corte americana de derrubar as “tarifas recíprocas” sancionadas pelo presidente Donald Trump.

Entre os pesos-pesados do índice, a Petrobras registrou ganhos de 2,28% (ON) e de 2,54% (PN), apesar da queda do petróleo no mercado internacional. A Vale também contribuiu para o fôlego do índice, com alta de 0,39%.

No setor financeiro a sessão foi de recuperação após a realização de lucros na véspera. O Santander Brasil saltou 3,41%, devolvendo parte da queda de cerca de 5% registrada no dia anterior, enquanto o Banco do Brasil subiu 1,76% e o Itaú Unibanco fechou em alta de 1,52%.

Entre as maiores altas do dia estiveram IRB Brasil RE, com ganho de 7,26%, seguida pela Vamos, que subiu 6,4%. Na ponta negativa, a Minerva recuou 4,43%.

No câmbio, o dólar fechou em queda de 0,26%, na quarta queda consecutiva frente ao real, cotado a R$ 5,15. O recuo acompanhou a valorização de moedas emergentes e a entrada de capital estrangeiro no Brasil.

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No cenário internacional, a política comercial dos Estados Unidos voltou ao centro das atenções após a Casa Branca anunciar a nova tarifa em 10%, na noite desta terça-feira, abaixo do patamar que vinha sendo especulado pelo mercado.

Em discurso sobre o Estado da União, o presidente Donald Trump defendeu a estratégia tarifária como responsável pela “maior reviravolta econômica da história” do país. Trump classificou a decisão judicial como “desastrosa”, mas afirmou que os países continuam interessados em manter acordos comerciais, diante do risco de taxas mais elevadas.

Segundo ele, a equipe econômica já trabalha em “alternativas legais” para sustentar as tarifas por até 150 dias, com base em dispositivos já aprovados, sem necessidade de aval do Congresso. “Trilhões e trilhões de dólares continuarão a entrar nos Estados Unidos”, declarou.

No front geopolítico, o foco se desloca para o Oriente Médio. Sobre o Irã, Trump afirmou que prefere um acordo, mas reforçou que “jamais permitirá” que o país desenvolva uma arma nuclear.

Do lado das autoridades iranianas, o país tem sinalizado disposição para avançar nas negociações, antes da reunião marcada para esta quinta-feira (26), em Omã. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou que há uma “oportunidade histórica” para um entendimento que contemple interesses comuns.

No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). A proposta estabelece incentivos fiscais para pessoas jurídicas que implementarem ou ampliarem estruturas de armazenamento e processamento de dados. Com votação simbólica e votos contrários apenas de PSOL e Novo, o texto segue para o Senado.

Os deputados também aprovaram o parecer do relator ao chamado PL Antifacção, após negociações com o governo. A principal mudança foi a retirada da tributação sobre apostas esportivas, as chamadas “bets”, incluída anteriormente pelo Senado. A matéria segue agora para sanção presidencial.

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Manchetes desta manhã

  • Câmara aprova PL Antifacção e retira do texto taxar bets (Valor)
  • PF mira ex-senador Fernando Bezerra Coelho e filho em operação sobre suspeita de desvio de emendas (Folha)
  • Precatório de usina foi vendido ao Master em esquema de fraude e dinheiro foi parar no exterior (Estadão)
  • STF está envolvido em ‘enorme escândalo’, diz The Economist (O Globo)

Mercado global

As Bolsas da Europa operam em alta nesta quarta-feira, com destaque para Londres, impulsionadas pelas ações do setor bancário após o HSBC divulgar resultados do 4º trimestre acima das expectativas. O lucro do banco saltou 24 vezes na comparação anual, chegando a US$ 4,72 bilhões.

Na agenda econômica, dados da inflação na Zona do Euro em janeiro mostraram o menor nível desde setembro de 2024.

Também contribui para o avanço dos mercados uma visão mais otimista sobre os impactos da inteligência artificial.

Na Ásia, os mercados fecharam a sessão em alta, impulsionadas pela redução das tarifas comerciais dos EUA.

No movimento, ações de tecnologia levaram os índices a recordes no Japão e na Coreia do Sul. O índice Nikkei avançou 2,22%, impulsionado principalmente por empresas exportadoras, beneficiadas pela fraqueza do iene; enquanto o Kospi fechou em alta de 1,91%. A Hyundai Motor Company chegou a disparar 10%, após anunciar planos de investimento bilionário no país.

Já as fabricantes de chips Samsung Electronics e SK Hynix avançaram cerca de 2% cada, em meio à expectativa pelos resultados da Nvidia.

Em Nova York, os índices futuros avançam nesta quarta-feira (25), com o mercado repercutindo o discurso do presidente Donald Trump sobre o Estado da União e na expectativa pela divulgação do balanço da Nvidia.

Confira os principais índices do mercado:

  • S&P 500 Futuro: +0,12%
  • FTSE 100: +0,89%
  • CAC 40: +0,21%
  • Nikkei 225: +2,2%
  • Hang Seng: +0,66%
  • Shanghai SE Comp: +0,72%
  • Ouro (abr): +0,60%, a US$ 5.207,4 por onça troy
  • Índice do dólar (DXY): -0,02%, aos 97,825 pontos
  • Bitcoin: +1,66% a US$ 65.537,00
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Commodities

  • Petróleo: os preços voltam a subir com os mercados atentos aos desdobramentos da crise entre Estados Unidos e Irã às vésperas da nova rodada de negociações sobre o acordo nuclear iraniano.
    Analistas avaliam que o aumento da presença militar americana na região eleva o risco de conflito, o que pode afetar a oferta da commodity.
    O Brent/maio avança 0,48%, cotado a US$ 70,92 e o WTI/abril sobe 0,35%, a US$ 65,86
  • Minério de ferro: fechou em alta de 1,42% em Dalian, na China, cotado a US$ 109,20.
    Apesar da leve melhora no consumo de minério de ferro, analistas da Baocheng Futures ao Valor avaliam um contexto de baixa rentabilidade das siderúrgicas em meio ao aumento da preocupação com os estoques elevados nos portos da China.
  • Ouro: recuperou o patamar de US$ 5.200 por onça-troy, em meio aos riscos geopolíticos no Oriente Médio e incertezas sobre a política externa dos EUA.

Cenário internacional

Nos EUA, a agenda econômica desta sessão é enxuta em indicadores nos Estados Unidos, mas intensa em sinalizações de política monetária.

Dirigentes do Federal Reserve (Fed) discursam ao longo do dia, em meio às expectativas sobre os próximos passos dos juros. Tom Barkin fala às 11h30. Na sequência, às 13h, é a vez de Jeffrey Schmid. Alberto Musalem encerra a rodada, às 15h20.

No setor corporativo, o mercado global aguarda os resultados da Nvidia, previstos para depois do fechamento. Os números da fabricante de chips são acompanhados como termômetro do ciclo de investimentos em inteligência artificial e tecnologia.

Na Europa, o foco se volta para a divulgação do índice final de inflação de janeiro na Zona do Euro. O dado é acompanhado como referência para as próximas decisões do Banco Central Europeu, em um momento de crescimento moderado e pressões de preços ainda presentes em alguns países do bloco.

Cenário nacional

No Brasil, a agenda doméstica concentra indicadores fiscais e de fluxo financeiro. O mercado acompanha o resultado do governo central, que registrou superávit primário de R$ 86,9 bilhões. No acumulado em 12 meses, resultado mostra déficit de R$ 62,7 bilhões ou 0,47% do PIB.

O Tesouro teve superávit de R$ 107,61 bilhões em novembro, enquanto a Previdência teve déficit de R$ 20,64 bilhões e o BC teve déficit de R$ 66 milhões.

Também será divulgado o fluxo cambial semanal, termômetro da entrada e saída de dólares do país, além de nova pesquisa eleitoral, com potencial de mexer com os ativos locais dependendo do cenário captado.

No campo regulatório, a Comissão de Valores Mobiliários divulgou balanço dos procedimentos envolvendo o Grupo Master, a Reag e entidades relacionadas. Há seis inquéritos administrativos em fase de investigação e oito processos sancionadores em andamento.

Parte das informações foi comentada nesta terça-feira pelo presidente interino da autarquia, João Accioly, durante depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

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Destaques do mercado corporativo

  • Assaí: comunicou que o fundo Snapper Rocks elevou participação para 10,633% do capital.
  • Minerva: aprovou aumento de capital de R$ 1,16 milhão via exercício de bônus de subscrição.
  • Pague Menos: homologou aumento de capital de R$ 144,5 milhões, com emissão de 26,2 milhões de ações.
  • Oi: recebeu autorização judicial para segunda rodada de leilão reverso para pagamento de dívidas.
  • Santander Brasil: transferirá sua sede corporativa para o Campus JK a partir do segundo semestre de 2028.
  • Warner Bros: recebeu proposta de US$ 31 por ação da Paramount, enquanto o conselho avalia acordo com a Netflix.

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