Base, a rede de segunda camada (Layer 2) incubada pela Coinbase, consolidou sua liderança no ecossistema Ethereum ao registrar receitas de US$ 92 milhões (aproximadamente R$ 533 milhões) em 2024. Impulsionada por narrativas de SocialFi, memecoins e o surgimento de agentes de inteligência artificial (IA) operando on-chain, a rede superou concorrentes veteranos, atingindo um Valor Total Bloqueado (TVL) superior a US$ 6 bilhões (cerca de R$ 34,8 bilhões). Esse movimento marca uma mudança significativa na hierarquia das soluções de escalabilidade.
Em termos simples, a ascensão meteórica da Base não foi acidental. Lançada inicialmente utilizando a tecnologia da OP Stack, a rede aproveitou a base de 110 milhões de usuários da Coinbase para facilitar a entrada de novos investidores no mundo DeFi. Recentemente, a equipe iniciou uma transição para uma infraestrutura interna unificada, visando maior autonomia técnica e atualizações mais rápidas.
Esse domínio ocorre em um momento em que concorrentes enfrentam fragmentação de liquidez. O sucesso inicial foi catalisado pelo fenômeno “Onchain Summer” e aplicativos como Friend.tech, que, apesar da queda posterior, provaram a capacidade da rede de processar alto volume a baixo custo. Agora, a narrativa evoluiu para incluir negociações massivas de memecoins e a integração de tokens de IA, mantendo a rede no topo das métricas de atividade.
A consolidação da Base como líder das L2s é sustentada por métricas financeiras e técnicas robustas que a diferenciam de competidores como Arbitrum e Optimism:
Essa migração de atividade teve consequências diretas no mercado, onde o Optimism despenca dois dígitos com as mudanças da Base, refletindo a preferência dos usuários e desenvolvedores pela infraestrutura da Coinbase.
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Para o investidor brasileiro, o domínio da Base sinaliza onde a liquidez e as oportunidades especulativas — especialmente em memecoins e tokens de IA — estão se concentrando. Diferente de outras redes que exigem pontes (bridges) complexas e caras, a Base oferece uma experiência de usuário simplificada, muitas vezes com taxas de transação custando centavos de Real (BRL). Isso democratiza o acesso a estratégias de DeFi avançadas.
Além disso, o sucesso da Base fortalece a tese do Ethereum como a principal camada de liquidação global. É importante lembrar que o Ethereum divulga roadmap para 2026 focado na recuperação do ETH, e o crescimento de L2s eficientes é parte central dessa estratégia. Para quem opera no Brasil, utilizar a Base pode significar menor custo operacional e acesso antecipado a tendências globais.
Apesar dos números impressionantes, a centralização continua sendo um ponto de atenção. A Coinbase mantém controle significativo sobre a rede, embora esteja avançando para “Stage 1” de descentralização com a implementação de provas de falha. A volatilidade dos setores que impulsionam a Base (memecoins e SocialFi) também apresenta alto risco.
Por fim, o mercado de L2 é dinâmico e novos concorrentes focados em privacidade podem surgir, como visto recentemente quando o token Aztec disparou após listagem na Coreia do Sul. Investidores devem monitorar se a Base conseguirá manter sua liderança sem um token nativo para incentivos.
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