Bitcoin atinge mínima de 15 meses em meio a tensões geopolíticas e saídas de ETFs. Índice de Medo e Ganância marca 7 (extremo), mas padrão histórico sugere possBitcoin atinge mínima de 15 meses em meio a tensões geopolíticas e saídas de ETFs. Índice de Medo e Ganância marca 7 (extremo), mas padrão histórico sugere poss

Bitcoin em Medo Extremo: Queda de 5 Meses Pode Preceder Alta de 93% em 2027, Mostram Dados Históricos

2026/02/20 23:04
Leu 5 min

## Bitcoin em Medo Extremo: Queda de 5 Meses Pode Preceder Alta de 93% em 2027, Mostram Dados Históricos

O mercado de criptomoedas enfrenta seu momento mais desafiador desde a posse de Donald Trump, com o Bitcoin (BTC) cotado em torno de **US$ 68 mil** nesta sexta-feira (20 de fevereiro), acumulando queda de **22,72% no ano** e atingindo a mínima de **15 meses em US$ 65 mil** na semana anterior.

### O Cenário Atual: Desalavancagem e Pessimismo Extremo

O mercado cripto está imerso em um ciclo de **desalavancagem em cascata**, com liquidações de posições alavancadas, ausência de entradas significativas em ETFs de Bitcoin e aumento de hedges em derivativos. Os ETFs spot de Bitcoin listados nos EUA registraram saídas líquidas de **US$ 133,3 milhões (R$ 694,5 milhões)** apenas na quarta-feira, sinalizando fuga de investidores institucionais.

O **Índice de Medo e Ganância da Criptomoeda** caiu para **7 em 20 de fevereiro**, entrando na zona de “medo extremo” — um nível raro que não era visto desde junho de 2022 e agosto de 2019. Esse sentimento extremo reflete a desconfiança generalizada, com buscas por “Bitcoin indo a zero” em alta nos mecanismos de busca.

### Ethereum Também Sofre: -34% no Ano

O Ethereum (ETH), segunda maior criptomoeda por capitalização de mercado, registra **US$ 1.947,71**, com queda acumulada de **34,36% no ano** e recuo de 0,48% nas últimas 24 horas. Outras altcoins também sofrem pressão, embora algumas como MYX Finance (+40%), Kite e Stable tenham registrado altas pontuais no dia 20 de fevereiro.

### Fatores Macroeconômicos Pressionam o Mercado

A queda do Bitcoin não ocorre em isolamento. Analistas apontam a **nomeação de Kevin Warsh ao Federal Reserve** como fator de risco significativo, elevando expectativas de manutenção de juros altos nos EUA. Um dólar forte e inflação gradual em direção a 2% mantêm o Fed cauteloso, reduzindo o apetite por ativos de risco como criptomoedas.

Além disso, **tensões geopolíticas entre EUA e Irã** adicionam volatilidade aos mercados globais. O presidente Trump estabeleceu um prazo de até 15 dias para ameaças contra o Irã, elevando riscos de conflito no Estreito de Hormuz — por onde passam 21 milhões de barris de petróleo diários. Esse cenário pressiona a inflação mundial e afeta a confiança dos investidores em ativos de risco.

### O Padrão Histórico: Esperança em Meio à Tempestade

Apesar do pessimismo atual, dados históricos oferecem uma perspectiva diferente. **Na última sequência de 5 meses de queda (2018-2019), o Bitcoin avançou 93,9% no ano seguinte**, renovando sua máxima histórica. O padrão atual está próximo de se completar, com Bitcoin precisando fechar fevereiro acima de **US$ 78,6 mil** para evitar a repetição do ciclo — algo improvável com apenas 15% de alta necessária.

Analistas observam que sequências de queda prolongadas geram desconfiança extrema, mas frequentemente precedem rebounds significativos. O sentimento de “medo extremo” atual é similar ao observado em períodos que antecederam grandes altas históricas.

### Perspectivas Divergentes: Otimismo vs. Pessimismo

Enquanto alguns analistas citam o padrão histórico como razão para otimismo, outros são mais pessimistas. O **Deutsche Bank** nota uma tendência de 4 meses de baixa, enquanto a **Stifel** prevê Bitcoin em **US$ 38 mil**, com criptomoedas atreladas ao dólar fraco.

Os níveis técnicos críticos são:
– **Suporte**: US$ 60 mil e US$ 53 mil sob risco
– **Resistência**: US$ 72 mil a US$ 75 mil se houver força compradora

### Regulação no Brasil Avança em Meio à Volatilidade

Enquanto o mercado global enfrenta turbulências, o Brasil continua avançando em sua agenda regulatória. O **Banco Central estabeleceu prazo máximo de 3 anos** para autorizar as Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs), com normas vigentes desde 2 de fevereiro de 2026.

Além disso, o prazo para regularizar criptomoedas não declaradas através do **Rearp (Regime Especial de Atualização Patrimonial)** terminou em 19 de fevereiro. Quem aderiu ao regime paga 30% de tributação (15% de Imposto de Renda + 15% de multa) sobre o valor de mercado das criptomoedas em 31 de dezembro de 2024.

### Contexto Geopolítico Mais Amplo

A queda do Bitcoin ocorre em um contexto de **transição multipolar da economia global**. O Sul Global, liderado pela China, avança em influência econômica, enquanto o Ocidente enfrenta pressões inflacionárias e incertezas monetárias. O Banco Mundial projeta crescimento global de 2,3% em 2026, com a África crescendo 4% e a América Latina 2,5%.

Nesse cenário, criptomoedas historicamente ganham como **hedge contra inflação e volatilidade das moedas fiduciárias**, especialmente em períodos de tensão geopolítica. Embora os dados atuais não mostrem essa dinâmica em ação, o contexto sugere que Bitcoin pode se beneficiar de prêmios de risco elevados nos próximos meses.

### Conclusão: Esperar ou Agir?

O mercado de criptomoedas enfrenta seu teste mais severo desde a posse de Trump. O medo extremo, as saídas de ETFs e as pressões macroeconômicas criam um cenário desafiador. No entanto, o padrão histórico de 2018-2019 oferece esperança: sequências de 5 meses de queda precederam altas de 93% no ano seguinte.

Investidores devem monitorar os níveis técnicos críticos (US$ 60 mil e US$ 72 mil) e acompanhar desenvolvimentos geopolíticos, especialmente as tensões EUA-Irã. A regulação brasileira em avanço também oferece maior segurança para operações domésticas.

**O fundo do mercado pode estar próximo, mas a confirmação virá apenas com sinais técnicos e macroeconômicos mais claros.**

**Fontes:**
– Moneytimes Brasil
– Portal do Bitcoin (UOL)
– O Povo / BBC
– Times Brasil
– Broadcast
– KuCoin
– Banco Central do Brasil
– Veja Economia
– CNN Brasil

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