O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), disse nesta 5ª feira (19.fev.2026) que teve “boas conversas com o Irã”, mas que os 2 países precisam fazer um acordo. Durante a reunião inaugural do Conselho da Paz, no Instituto de Paz, em Washington, o mandatário afirmou que saberá, em 10 dias, se deve “dar um passo adiante ou talvez não”.
Em um momento delicado nas negociações entre os países, o republicano reforçou que não aceita que Teerã tenha armas nucleares, e que o país é um “um ponto crítico” neste momento.
“Ficou provado, ao longo dos anos, que não é fácil fazer um acordo significativo com o Irã, e nós temos que fazer um acordo significativo. Caso contrário, coisas ruins acontecem”, afirmou Trump.
Na 4ª feira (18.fev), Teerã participou exercícios militares com a Rússia. De acordo com informações do Ministério da Defesa da Rússia, “as equipes navais russa e iraniana sincronizaram suas ações para garantir a segurança da navegação civil”
A movimentação se deu após o jornal digital Axios afirmar que os Estados Unidos intensificaram a mobilização de forças para o Oriente Médio enquanto negociações sobre o programa nuclear iraniano não avançam.
Representantes norte-americanos e iranianos se reuniram, na 3ª feira (17.fev), para discutir a questão nuclear iraniana em Genebra, mas sem resultados concretos.
A possível campanha militar seria significativamente mais abrangente que a intervenção norte-americana na Venezuela realizada em janeiro de 2026. Washington estabeleceu prazo de 2 semanas para que o Irã apresente uma proposta detalhada sobre seu programa nuclear.
A força militar dos EUA no Oriente Médio aumentou substancialmente nas últimas semanas. Sistemas de armas e munições foram transportados para a região em mais de 150 voos militares de carga. Nas últimas 48 horas, 50 caças adicionais, incluindo modelos F-35, F-22 e F-16, foram deslocados para bases na região. O contingente norte-americano inclui 2 porta-aviões, 12 navios de guerra, centenas de aeronaves de combate e múltiplos sistemas de defesa aérea.
Trump reuniu representantes de mais de 40 países que aderiram ao seu Conselho da Paz. O encontro tem como foco a reconstrução da Faixa de Gaza e o estabelecimento de uma força internacional de estabilização para a região devastada pela guerra.
Outros representantes de países integrantes do grupo participaram da sessão, incluindo o presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) e o premiê húngaro, Viktor Orbán (União Cívica Húngara, direita). Além disso, durante seu discurso, Trump anunciou que a Noruega concordou em sediar um evento do Conselho de Paz.

