A Fundação Ethereum apresentou nesta semana um conjunto de prioridades que orientará o desenvolvimento do protocolo ao longo de 2026, após um ano marcado por avanços estruturais inéditos. A decisão reorganiza frentes de pesquisa e execução e, ao mesmo tempo, prepara a rede para uma etapa de alta escalabilidade, maior segurança e melhorias profundas na experiência do usuário. Tudo isso ocorre enquanto a comunidade se movimenta para consolidar os ganhos de Pectra e Fusaka, dois upgrades que remodelaram a base técnica do ecossistema.
Agora, a Fundação ajusta o rumo. Além disso, ela define três trilhas permanentes: Scale, Improve UX e Harden the L1. Cada uma responde a desafios diferentes, mas todas dialogam com o objetivo mais amplo de fortalecer o Ethereum. A seguir, o detalhamento das mudanças e do impacto esperado.
A Fundação recorda que 2025 foi um dos anos mais produtivos da história do protocolo. O upgrade Pectra, lançado em maio, introduziu o EIP-7702, que permitiu que contas externas executassem código inteligente de forma temporária.
A mudança liberou funções como transaction batching, patrocínio de gás e recuperação social. Ao mesmo tempo, Pectra dobrou a capacidade de blobs, elevou o saldo máximo de validadores para 2.048 ETH e reduziu drasticamente o tempo de entrada de novos validadores.
Já em dezembro, o upgrade Fusaka trouxe o PeerDAS ao mainnet. Desde então, validadores passaram a realizar amostragem de dados de blobs em vez de baixar tudo, o que reduziu o consumo de banda e abriu espaço para um aumento teórico de 8 vezes na capacidade total. Paralelamente, foram aplicados forks dedicados a ajustes exclusivos de blobs, preparando a rede para metas superiores.
Enquanto isso, a comunidade elevou o gas limit de 30 milhões para 60 milhões. Houve também a remoção de dados pré-Merge — economizando centenas de gigabytes em nós completos — e avanços contínuos em padrões de interoperabilidade, como ERC-7930, ERC-7828 e ERC-7888. Assim, Ethereum entrou no novo ano mais leve, mais rápido e mais preparado.
A partir de agora, o protocolo passa a operar sob uma nova estrutura. A trilha Scale, liderada por Ansgar Dietrichs, Marius van der Wijden e Raúl Kripalani, unifica esforços de execução e expansão de blobs.
O grupo pretende elevar o gas limit além de 100 milhões, avançar na implementação de ePBS, ajustar preços internos, ampliar parâmetros de blobs e transformar o cliente zkEVM attester em um componente pronto para produção. Além disso, trabalha em temas estruturais como statelessness, árvores binárias e nova repr precificação do estado.
A trilha Improve UX, chefiada por Barnabé Monnot e Matt Garnett, aprofunda a agenda de contas inteligentes nativas. Agora, o foco avança de EIP-7702 para propostas como EIP-7701 e EIP-8141, que aproximam o protocolo de uma experiência padrão baseada em carteiras inteligentes. Essa trilha também acelera iniciativas de interoperabilidade e confirmação rápida no L1, requisitos para um ecossistema multichain mais fluido.
A terceira trilha, Harden the L1, comandada por Fredrik Svantes, Parithosh Jayanthi e Thomas Thiery, garante que a expansão não comprometa a essência da rede. Ela cobre segurança pós-quântica, resistência à censura com iniciativas como FOCIL (EIP-7805), aprimoramentos de devnets e testes inter-clientes. O objetivo é assegurar que cada avanço mantenha o Ethereum robusto, mensurável e resistente a falhas.
Adiante, a Fundação confirma que Glamsterdam será o próximo grande upgrade, previsto para o primeiro semestre de 2026, seguido de Hegotá. Ambos devem reforçar execução paralela, aumentar limites de gás, avançar na escalabilidade de blobs e consolidar segurança pós-quântica, fechando um ciclo que pretende transformar a rede sem alterar seus princípios fundamentais.
A Fundação encerra destacando que publicará atualizações regulares das trilhas ao longo do ano e reforça o convite para a comunidade acompanhar e contribuir com o desenvolvimento contínuo do protocolo.
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