O mercado de criptomoedas observa a Solana (SOL) com tensão crescente, enquanto a queda das receitas dos dApps reduz o otimismo imediato. A falta de apetite institucional pressiona o suporte crucial de US$ 78, aumentando o risco de novas correções.
Mesmo com avanços técnicos relevantes, o cenário permanece cheio de sinais contraditórios que dividem analistas. Assim, medo e esperança caminham lado a lado, moldando as próximas decisões dos investidores.
A SOL não conseguiu romper o preço de US$ 89 nas últimas duas semanas, apesar de várias tentativas. Essa dificuldade ocorre depois da rejeição em US$ 145 em janeiro e da queda brusca para US$ 67,60 durante o crash de 6 de fevereiro. Esse movimento lento amplia a sensação de fragilidade no curto prazo.
A procura por alavancagem praticamente sumiu, e o mercado se prepara para novas perdas. Enquanto isso, quem sustenta posições vendidas paga uma taxa anual de 20%, algo raro e agressivo. Quando esse custo permanece elevado, o sinal é claro: os pessimistas mostram forte convicção. No Ethereum, por exemplo, a taxa anualizada caiu para apenas 1%, bem distante da pressão observada na Solana.
Além disso, a SOL teve desempenho 11% inferior ao mercado nos últimos 30 dias. A queda acumulada de 67% desde o topo de 2025 prejudicou o uso da rede e reduziu drasticamente o interesse em derivativos. O aberto em futuros despencou 75% diante do pico de US$ 13,5 bilhões registrado há cinco meses.
O enfraquecimento dos preços atingiu em cheio os dApps da Solana. As receitas recuaram em todos os segmentos de staking a exchanges descentralizadas criando receio de uma possível “espiral da morte”. Quando o valor cai, os incentivos diminuem e a manutenção de longo prazo se torna mais difícil.
A receita semanal caiu para US$ 22,8 milhões, o menor valor desde outubro de 2024. Curiosamente, a plataforma Pump, focada em memecoins, respondeu por 40% de toda a receita da rede no período. No mesmo intervalo, o Ethereum registrou US$ 16 milhões, impulsionado por projetos de infraestrutura como Sky, Flashbots e Aave.
Essa dependência da Solana de usuários comuns e de memecoins contrasta com o perfil institucional do Ethereum, já consolidado em TVL e em casos de uso robustos.
A fraqueza institucional também aparece nos ETFs de SOL. Mesmo com alto volume on-chain e forte posição em TVL, os fundos de Solana administram apenas US$ 2,1 bilhões ainda 86% abaixo do patrimônio em ETFs de Ethereum. O recuo no interesse indica desconfiança sobre a capacidade da Solana de sustentar crescimento em seus dApps.
Para recuperar força, Solana pode precisar de avanços em áreas como inteligência artificial e mercados de previsão. Ambos os setores crescem rápido, mas a disputa por espaço é intensa.
No momento, as métricas on-chain e os derivativos de SOL enviam um alerta claro. Qualquer frustração adicional pode acelerar uma nova queda, colocando o suporte de US$ 78 em risco real.
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