O mercado de NFTs retornou aos níveis anteriores a 2021 e agora confirma o que muitos investidores já observavam. O setor perdeu força rapidamente.
A capitalização total caiu abaixo de US$ 1,5 bilhão, e isso não reflete apenas uma semana difícil. O mercado passa por uma reestruturação profunda.
O período do dinheiro fácil terminou. O que resta é um ambiente menor, mais cauteloso e muito menos disposto a premiar o excesso de ruído e hype.
Essa queda veio junto com uma retração mais ampla das criptomoedas. A capitalização geral caiu de US$ 3,1 trilhões para US$ 2,2 trilhões em poucas semanas.
Quando a liquidez diminui, os NFTs sofrem primeiro, porque representam gastos discricionários. As pessoas cortam esses itens rapidamente quando o medo aumenta.
O mercado não vive isolado. A queda do Bitcoin, de US$ 89.000 para US$ 66.300, e do Ethereum, de US$ 3.000 para US$ 1.940, alterou completamente o cenário.
Esses ativos ainda sustentam as principais plataformas de NFTs. Quando eles caem, a confiança desaparece e o volume se retrai de forma imediata.
Os investidores deixam de buscar colecionáveis. As baleias pausam compras maiores. Os compradores casuais simplesmente somem. Além disso, todos passam a querer liquidez, não arte digital.
O problema também é interno. A oferta de NFTs continuou crescendo mesmo com a demanda em queda. A circulação teria atingido 1,3 bilhão de itens em 2025.
Esse número representa aumento de 25% em relação ao ano anterior, enquanto as vendas caíram 37%, chegando perto de US$ 5,6 bilhões.
O preço médio despencou para menos de US$ 100. Isso não representa expansão saudável. Representa diluição total.
A cunhagem ficou barata e infinita. Porém, os compradores não acompanharam esse ritmo. O estoque cresceu demais, e ninguém quer precificar esse excedente.
As consequências ficam claras nas decisões corporativas. A Nike vendeu discretamente a RTFKT, adquirida no auge do otimismo. O encerramento mostra o fim de uma aposta bilionária.
Em seguida vieram as plataformas. A Nifty Gateway, da Gemini, encerrou suas operações após anos de queda. Além disso, a plataforma social Rodeo seguiu o mesmo caminho recentemente.
O setor perde infraestrutura porque o volume já não sustenta esses modelos. É o sinal de um ciclo que se aproxima do fim.
Os NFTs não acabaram. Acabou a fantasia especulativa. O mercado agora se volta para casos de uso reais, como procedência, ativos de jogos, identidade digital e propriedade.
Essas áreas ainda podem crescer, mas de forma lenta e muito mais criteriosa. A limpeza atual era necessária.
Ainda mais, o que permanece é um ambiente menor, mais silencioso e muito menos lucrativo. Mas talvez, pela primeira vez, seja também um mercado mais honesto.
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