Atacante do Real denuncia insultos na Champions, questiona aplicação do protocolo e diz que episódio não é novidadeAtacante do Real denuncia insultos na Champions, questiona aplicação do protocolo e diz que episódio não é novidade

Vini Jr. chama racistas de “covardes” e recebe apoio da CBF

2026/02/18 08:19
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A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) manifestou apoio a Vini Jr. nesta 3ª feira (17.fev.2026), depois de o atacante do Real Madrid afirmar ter sido alvo de insultos racistas durante partida contra o Benfica pela Champions League. Em nota publicada nas redes sociais, o jogador classificou os agressores como “covardes” e criticou a aplicação do protocolo antirracismo.

O episódio ocorreu no 2º tempo do jogo disputado em Portugal. Depois de marcar o gol da vitória do Real Madrid por 1 a 0, Vini Jr. se envolveu em discussão com o argentino Prestianni, do Benfica. Segundo relatos, o jogador do time português teria coberto a boca para proferir ofensas contra o brasileiro.

Em publicação no Instagram, Vini Jr. afirmou que “racistas são, acima de tudo, covardes” e que os ofensores “precisam colocar a camisa na boca para demonstrar como são fracos”. Disse ainda que essas pessoas contam com a proteção de quem “teoricamente, tem a obrigação de punir”.

O atacante declarou que o ocorrido “não é novidade” em sua vida e na de sua família. Também afirmou ter recebido cartão amarelo por comemorar o gol e disse não entender a punição. Para ele, o protocolo antirracismo foi “mal executado” e “de nada serviu”.

“Não gosto de aparecer em situações como essa, ainda mais depois de uma grande vitória e que as manchetes têm que ser sobre o Real Madrid, mas é necessário”, escreveu.

A CBF publicou nota oficial em seu perfil no X em apoio ao jogador. A entidade afirmou que “racismo é crime. É inaceitável. Não pode existir no futebol nem em lugar algum”. A confederação elogiou a atitude de Vini Jr. ao acionar o protocolo antirracismo, classificando-a como “exemplo de coragem e dignidade”, e reafirmou compromisso na “luta contra toda forma de discriminação”.

O jogo ficou paralisado por cerca de 10 minutos enquanto a arbitragem avaliava a situação. O protocolo antirracismo da Fifa estabelece a possibilidade de interrupção temporária ou até cancelamento da partida em caso de reincidência. Após a paralisação, o confronto foi retomado.

Entenda o Caso

Segundo informações do g1, o jogador Kylian Mbappé, companheiro de equipe de Vini, relatou que o jogador argentino chamou o brasileiro de “macaco” 5 vezes. Diante da situação, o atacante do Real Madrid procurou imediatamente o árbitro François Letexier, que acionou o protocolo antirracismo da Fifa, fazendo o gesto de cruzar os punhos na altura do peito.

O jogo ficou paralisado por cerca de 10 minutos enquanto a arbitragem avaliava a situação. Os jogadores do Real Madrid demonstraram indignação e chegaram a ameaçar deixar o campo, dirigindo-se ao banco de reservas em protesto. Mbappé discutiu intensamente com Otamendi, capitão do Benfica.

Durante a paralisação, a torcida do Benfica vaiou e insultou Vini Jr., embora sem utilizar termos racistas, conforme reportado pela TNT Sports. O técnico português José Mourinho também participou da situação, conversando diretamente com o brasileiro.

O protocolo antirracismo da Fifa, acionado pelo árbitro, estabelece 3 etapas. Na 1ª fase, depois de receber a denúncia, o árbitro decide se paralisa a partida, exibindo mensagens nos telões e fazendo gestos que indicam o incidente. Se os ataques continuarem, a arbitragem pode suspender temporariamente o jogo e, em último caso, cancelá-lo definitivamente. Todo o caso é documentado na súmula.

Antes do acionamento do protocolo antirracismo, Vini Jr. recebeu cartão amarelo, aparentemente por causa da comemoração do gol. Depois da paralisação, a partida foi retomada sem que Prestianni recebesse qualquer punição pelo suposto ato discriminatório.

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