O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), evitou comentar o mérito do caso Master e afirmou ser “prematuro” fazer especulações. A declaração foi dada a jornalistas na 6ª feira (13.fev.2026), durante a abertura do Carnaval de Salvador.
“Não quero especular. Não gosto de fazer pré-julgamento de ninguém. Acho leviano ficar prejulgando as pessoas. A Polícia Federal tem liberdade, o Ministério Público tem liberdade para avaliar. Quando as provas aparecerem, todos terão o direito constitucional e legal de se defender. Aí saberemos o que é verdade e o que é falácia ou especulação. Acho prematuro. É preciso deixar as coisas andarem. Não gosto de comentar nem de prejulgar ninguém”, afirmou o ministro.
Na noite da 5ª feira (12.fev.2026), o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso no STF (Supremo Tribunal Federal). O processo passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça.
Questionado também sobre possíveis ligações entre o PT da Bahia e Augusto Lima, um dos sócios envolvidos no caso, Rui Costa afirmou que realizou negócios com o empresário quando era governador da Bahia. Segundo ele, a operação envolveu a venda da estatal Ebal, conhecida como Cesta do Povo, por meio de licitação.
“Eu vendi um supermercado que estava falido. Vocês acompanharam. Tentei vender três vezes e só consegui na terceira. Era um supermercado que acumulava quase R$ 200 milhões de prejuízo por ano, e quem arcava com isso era o povo das baixadas, das periferias e das favelas”, disse.
Rui Costa participou da abertura oficial do Carnaval de Salvador. A programação previa a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no sábado (14.fev.2026).

