Depois da ação do Mercado Livre ter performado consistentemente abaixo do benchmark, o MSCI Latam, o JP Morgan acredita que é hora de comprar o papel.   O bancoDepois da ação do Mercado Livre ter performado consistentemente abaixo do benchmark, o MSCI Latam, o JP Morgan acredita que é hora de comprar o papel.   O banco

Concorrência alivia e JP Morgan vê ponto de entrada no MELI

2026/02/12 23:15
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Depois da ação do Mercado Livre ter performado consistentemente abaixo do benchmark, o MSCI Latam, o JP Morgan acredita que é hora de comprar o papel.  

O banco elevou sua recomendação para a ação de ‘neutro’ para ‘compra’, elevando o preço-alvo para US$ 2.800, um upside potencial de cerca de 35% em relação ao preço de tela. 

Desde setembro de 2024, a ação do MELI cai 1,3%, enquanto o MSCI Latam sobe 55,5% no mesmo período. Hoje o papel sobe mais de 4% com o relatório. 

O upgrade teve a ver com três fatores: o aumento dos take rates da Shopee na semana passada, que sinalizam para um ambiente competitivo mais favorável; o fato do banco não ver mais downside em relação ao consenso dos analistas para 2026 e 2027; e a projeção de que o Mercado Livre deve reportar um bom crescimento no quarto tri no Brasil, acima de 30%.  

O analista Marcelo Santos disse que com o aumento do take rate da Shopee, as taxas cobradas pelo ecommerce chinês praticamente se igualaram às taxas que o Mercado Livre cobra para produtos acima de R$ 80.

Para ele, a Amazon segue sendo uma preocupação, já que renovou seu período promocional para o take rate por mais seis meses, mas ela é um player menor, com um impacto mais limitado para o MELI. 

O analista disse ainda que não vê mais um risco relevante de uma queda do consenso de EBIT e lucro. 

“Desde o início de junho, quando a Shopee reduziu o limite para frete grátis, gerando preocupações com a concorrência, as estimativas de EBIT para 2026 caíram 13%, enquanto o EPS recuou 15% — já que as expectativas do mercado não estavam precificando adequadamente o ambiente competitivo,” escreveu o analista.

“Agora, nossas estimativas estão alinhadas com o consenso para 2026 e levemente abaixo (-3% no EBIT e -5% no lucro por ação) do consenso para 2027.”

Sobre as projeções para o quarto tri, Santos disse que acredita num crescimento superior a 30% porque a base de comparação do trimestre é mais fácil; os dados de uso do aplicativo cresceram significativamente; e o MELI “tem demonstrado bastante otimismo com o desempenho de suas operações no Brasil.” 

A estimativa do banco é de um crescimento de 34% para o GMV do Brasil no quarto tri, em moeda local, e um crescimento de 25% para o ano de 2026. 

O preço-alvo subiu de US$ 2.650 para US$ 2.800 basicamente por conta das estimativas maiores do JP Morgan.

O banco aumentou suas estimativas para a receita de 2026 e 2027 em 6% e 5%, respectivamente, enquanto suas projeções para EBIT e lucro subiram em 7% e 12%.

“Esses aumentos vêm de um fortalecimento do real brasileiro e do peso mexicano; uma recuperação mais rápida das margens no Brasil após 2026; e uma expansão mais acelerada do crédito,” diz o banco.

O MELI vale US$ 106 milhões na Nasdaq e negocia a 35x seu lucro estimado para este ano e a 26x seu lucro para 2027.

O JP Morgan disse que o MELI passou a ser sua principal recomendação no setor de tecnologia da América Latina, seguido pela Totvs e Intelbras.

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