Uczai afirma que Lula apoia as investigações do Master “doa a quem doer” e questiona relação do BC com bancosUczai afirma que Lula apoia as investigações do Master “doa a quem doer” e questiona relação do BC com bancos

Líder do PT cobra debate sobre autonomia do BC diante Caso Master

2026/02/08 10:01
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O líder do PT (Partido dos Trabalhadores) na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), disse neste sábado (7.fev.2026) que é preciso discutir a autonomia do Banco Central e sua relação com instituições financeiras no Congresso.

Nós temos que discutir autonomia, nós temos que discutir a relação do Banco Central com essas instituições (financeiras) que foi flexibilizada por Campos Neto. É isso que está em jogo”, afirmou durante o evento de 46 anos do PT em Salvador (BA). 

Ao falar do BC, Uczai se referiu à flexibilização de regras aprovadas em 2021 pelo Congresso Federal, que reduziu a influência direta do governo sobre a política monetária e sobre a fiscalização do sistema financeiro.

O presidente Lula havia declarado que jamais interferiria no Banco Central com o atual presidente Gabriel Galípolo. Mas isso mudou. Na 6ª feira (7.fev.2026) o diretório nacional do PT aprovou a resolução política do partido com críticas à autonomia do Banco Central e com a defesa da redução da taxa básica de juros e da revisão da meta de inflação. 

A sigla disse que a autoridade monetária “tem operado como instrumento de bloqueio ao projeto eleito nas urnas”. No mesmo documento, também afirma que as emendas parlamentares “estabelecem um sistema permanente de chantagem política sobre o Executivo”

Investigações do Master

O debate sobre a autonomia da autoridade monetária tem sido pautado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas engrossou diante das investigações envolvendo o Banco Master. 

Segundo Uczai, o governo não tem “receio nenhum” em relação à criação de uma CPI do Banco Master e o presidente apoia as investigações “doa a quem doer”.

“Não temos problema nenhum. O governo não tem receio nenhum. Mais do que isso, o presidente torna pública a posição do governo de investigar, doa a quem doer. Nós assinamos a do Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e também a da Fernanda Melchionna (Psol-RS) porque queremos investigar”, afirmou o deputado. 

Uczai afirmou que o PT não foi contra a proposta do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que é vice-líder da Oposição na Câmara, para criação da CPI do Master porque ele “não tem moral para propor investigações quando está denunciado, quando é réu, quando está em processo suspeito”, declarou. Jordy é alvo da PF (Polícia Federal) por suspeita de uso irregular da cota parlamentar. 

PT tenta “recuperar orçamento”

Durante o aniversário do partido, Uczai saiu em defesa do presidente depois de o petista criticar o PT por ter votado a favor do Orçamento de 2026. Lula classificou como “grave” a aprovação da peça orçamentária que destina R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. 

O deputado afirmou que a crítica de Lula é “uma crítica que a sociedade está fazendo” sobre o “sequestro do orçamento pelo parlamento brasileiro”.

“É um parlamento brasileiro que sequestrou parte da discricionariedade do Executivo. Executivo executa, parlamento legisla. Esse processo de transferência de orçamento para o parlamento, que é a crítica do presidente, se acelerou no governo de Temer e principalmente de Bolsonaro”, declarou Uczai.

O deputado declarou ainda que o PT tenta “recuperar orçamento” para viabilizar políticas públicas e defendeu a democratização das emendas via orçamento participativo. Disse que, no caso de suas indicações, a definição ocorre de forma coletiva.

VETO AOS PENDURICALHOS

Sobre o reajuste de servidores acima do teto constitucional, o líder do PT na Câmara afirmou que o governo avalia constitucionalidade, legalidade e interesse público antes de decidir. Indicou que a recente decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, fortalece a possibilidade de veto presidencial.

Segundo Uczai, ao determinar que o Congresso legisle sobre o tema em até 60 dias, Dino reforçou a necessidade de uniformização. “Teto é teto. Acima do teto não pode existir”, afirmou ao dizer que o presidente tende a vetar a proposta.

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