Corte decidiu apurar se ministro assediou sexualmente jovem de 18 anos; dos 29 ministros que participaram de reunião, 21 votaram pela abertura da investigaçãoCorte decidiu apurar se ministro assediou sexualmente jovem de 18 anos; dos 29 ministros que participaram de reunião, 21 votaram pela abertura da investigação

Buzzi teve 8 votos a seu favor para tentar barrar sindicância do STJ

2026/02/05 11:06
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O pleno do Superior Tribunal de Justiça se reuniu ao longo de 3 horas nesta 4ª feira (4.fev.2026) e abriu um processo de sindicância interno para apurar se o ministro Marco Buzzi assediou sexualmente uma jovem de 18 anos na praia em Balneário Camboriú (SC). O Poder360 apurou que 7 ministros defenderam Buzzi e não queriam instaurar o processo.

A sessão extraordinária foi fechada ao público e restrita aos integrantes do STJ. Dos 29 ministros que estavam presentes, 21 votaram pela abertura da sindicância e 8 votaram pela não abertura do processo, incluindo o próprio Buzzi.

De acordo com o relato obtido por este jornal digital, durante a sessão, Buzzi negou com veemência as alegações, dizendo que só soube pela imprensa. No entanto, ele quase não participou do julgamento que definiu seu futuro na Corte. O juiz ficou poucos minutos na sessão, apresentou sua defesa e saiu do plenário.

O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, conduziu a sessão e todos os ministros se pronunciaram, por ordem de antiguidade. Com a decisão final, foi formalizada uma comissão de sindicância formada por Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira.

A comissão tem competência para requerer todas as provas e pedir o afastamento do ministro, se for necessário. Agora, Buzzi deve responder a um procedimento interno do STJ, disciplinarmente, no Conselho Nacional de Justiça, e criminalmente, em inquérito instaurado pela Polícia Federal que já foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal –o relator será o ministro Kassio Nunes Marques.

No entanto, Buzzi já decidiu que vai formalizar um pedido de licença médica na 5ª feira (5.fev). Ele pedirá ao presidente da Corte que seja afastado momentaneamente das suas atribuições.

ENTENDA

O ministro Marco Buzzi, 68 anos, é suspeito de ter assediado uma jovem de 18 anos na praia de Balneário Camboriú, em janeiro de 2026. A família da jovem, amiga de Buzzi, esteve na casa do ministro no litoral de Santa Catarina. Lá, segundo a família da jovem, Buzzi tentou agarrá-la durante um banho de mar.

A mãe da vítima, que é advogada influente em Brasília, foi à polícia e registrou boletim de ocorrência sobre o caso. Ela também foi até ministros do STJ relatar o episódio e pedir a responsabilização do ministro.

A investigação ganhou força depois que 3 ministras mulheres do STJ foram até o presidente da Corte, na 3ª feira (3.fev.2026), pedir providências sobre as alegações.

Logo depois, nesta 4ª (4.fev), a família da jovem foi apresentar depoimento ao corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, que estava acompanhado por um integrante do MPF (Ministério Público Federal), de uma delegada da Polícia Federal e de seu juiz auxiliar. Buzzi vai responder disciplinarmente no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Além disso, foi aberto um inquérito da PF para apurar o ocorrido. Como os ministros do STJ possuem prerrogativa de foro privilegiado, a investigação ocorrerá no Supremo, sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.

O QUE DIZ BUZZI

Em nota, o gabinete do Buzzi diz que ele ficou “surpreso com o teor das insinuações” e declarou que o ministro “repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

O QUE DIZ O CNJ

Em nota, o CNJ declarou que o caso está em sigilo.

“O CNJ esclarece que o caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo”.

O QUE DIZ A FAMÍLIA DA JOVEM

O advogado da família, Daniel Bialski, declarou: “Como advogado da vítima e de sua família, informamos que neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”. 

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