O TCU (Tribunal de Contas da União) informou nesta 4ª feira (4.fev.2026) que identificou fragilidades estruturais e riscos na atuação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), e definiu áreas que precisam de maior fiscalização em futuras auditorias. Leia a íntegra da decisão (PDF – 1.349 KB).
A análise abrange 3 áreas:
- regulação do setor elétrico: área define regras e diretrizes para o funcionamento do sistema elétrico
- processos de outorga e contratação: trata da expansão do setor e a segurança do suprimento, também sendo responsável pela realização dos leilões de serviço de energia elétrica
- mecanismos de fiscalização e conformidade regulatória: garante que os agentes cumpram as normas estabelecidas
Foram identificadas restrições orçamentárias “crônicas”, defasagem de pessoal e limitações em investimentos tecnológicos como fatores que comprometem a eficiência da agência e a capacidade de fiscalização, criando vulnerabilidades no sistema.
O TCU apontou 6 riscos principais:
- Atrasos ou inadequação na regulamentação da transição energética;
- Ineficiência e morosidade no processo decisório;
- Inadequação tarifária, que pode afetar consumidores e estabilidade das distribuidoras;
- Ineficiência na emissão de outorgas, com impacto em leilões e contratos;
- Fiscalização limitada e pouco abrangente;
- Resposta insuficiente a eventos externos, como desastres climáticos e ataques cibernéticos.
Para o TCU, os problemas constatados poderiam causar impactos na segurança do suprimento elétrico e na confiança pública. O que justifica a recomendação de auditorias aprofundadas sobre fiscalização, confiabilidade das redes elétricas e cibersegurança.
O Tribunal aprovou, por unanimidade, a inclusão das propostas de fiscalização no plano de ações de controle da AudElétrica (Unidade de Auditoria Especializada em Energia Elétrica e Nuclear).
Este jornal digital procurou a Aneel por e-mail, não houve resposta até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.
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