O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a luta contra o feminicídio é dever de toda a sociedade, mas “principalmente, dos homens”. A declaração foi dada nesta 4ª feira (4.fev.2026) em cerimônia de assinatura do lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto.
O petista disse também que essa é a 1ª vez que os homens estão assumindo a responsabilidade na “luta pela defesa das mulheres”. O pacto foi assinado pelos representantes dos Três Poderes e cria o comitê que articula ações já existentes do Executivo, Legislativo e Judiciário.
O presidente afirmou que, além de punir os agressores, é necessário “educar os meninos, conscientizar os jovens e os adultos”. Declarou: “Quando um jovem se forma na faculdade, qualquer que seja a sua formatura, ele também pode ser um doutor em respeito à mulher, aos direitos humanos e à cidadania”.
Disse que o pacto é uma forma de fazer mais do que “soltar uma nota”. Afirmou que os responsáveis pela assinatura querem “ser parceiros para que a sociedade brasileira e possivelmente, a humanidade, melhorem”.
Recentemente, Lula tem colocado nos homens a responsabilidade da prevenção da violência contra a mulher. Na 2ª feira (2.fev), por exemplo, afirmou em discurso no STF (Supremo Tribunal Federal) ser preciso “educar os meninos”. Já em dezembro de 2025, escreveu no X que o enfrentamento ao feminicídio é uma responsabilidade de toda a sociedade, “especialmente dos homens”.
O petista iniciou o discurso desta 4ª feira (4.fev) com um agradecimento à primeira-dama Janja da Silva por o “alertar todo santo dia de que isso é anormal”. Não é a 1ª vez que Lula atribui a Janja o fato de o governo dar uma maior importância à luta contra a violência contra a mulher.
Em dezembro, disse que Janja chorou ao acompanhar mais um caso de feminicídio. Disse que ela pediu que ele assumisse uma posição “mais dura”.
A assinatura do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, até o momento, é um ato mais simbólico do que prático, já que não há o repasse de verbas para novas ações governamentais. A assinatura cria o comitê para a articulação dos Três Poderes em ações já existentes.
Participaram da cerimônia ministros, congressistas e autoridades dos Três Poderes, entre eles:


