O Einstein Hospital Israelita anunciou nesta 4ª feira (4.fev.2026) a criação de CCIs (Centros Colaborativos de Inovação) para desenvolver novas tecnologias em saúde. O modelo envolve um investimento inicial vai de R$ 3 milhões e R$ 5 milhões por ano e parcerias com empresas e instituições internacionais.
A previsão é que 6 centros de inovação estejam em funcionamento até o final de 2026. As unidades ficarão concentradas em um novo prédio de 2.500 metros quadrados no bairro do Morumbi, zona sul de São Paulo. O desenvolvimento de novas tecnologias em saúde, porém, poderá se estender a toda a infraestrutura da instituição.
O presidente do Einstein, Sidney Klajner, afirmou ao Poder360 que o formato dos CCIs é consolidado em outros países. Organizações internacionais de referência, como a Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, e o Sheba Medical Center, em Israel, já atuam com esse modelo de desenvolvimento de novas tecnologias na área.
“Não estamos inventando algo novo no mundo. É fruto de grandes empresas se associarem a centros universitários e provedores para criar em conjunto soluções para saúde e tirar vantagem desses ambientes. Juntar com a expertise da escalabilidade, da visão de mercado que essas empresas têm”, afirmou.
Leia as etapas do processo de desenvolvimento de novas tecnologias que será feito pelos centros:
Klajner disse que tem conversas avançadas para fechar parcerias com empresas e instituições. O Einstein deve oferecer toda a sua infraestrutura, além de profissionais dedicados a cada centro, entre equipes médicas, clínicas e de P&D (pesquisa e desenvolvimento). Já os parceiros farão o aporte financeiro.
Levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que o Brasil é um grande importador de tecnologias em saúde. Investe 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto) em pesquisa e desenvolvimento, abaixo da média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que é de 2,7%.
Os centros devem desenvolver soluções para a saúde pública e privada. Klajner afirmou que o Einstein já tem atuação maior no setor público do que no privado, em relação ao número de hospitais, unidades e projetos de inovação com populações vulneráveis.
“Esse é o grande mercado. No sentido de como esses projetos vão contemplar desafios na saúde como um todo. Não importa se é pública ou privada. Temos como propósito trazer equidade em saúde para essas populações. Grande parte desses projetos vai trazer benefícios à saúde como um todo. As empresas parceiras vislumbram esse mercado”, disse.
O diretor-executivo de Inovação do Einstein, Rodrigo Demarch, disse que os centros poderão ajudar na geração de empregos de “alto valor agregado capazes de desenvolver pessoas localmente e atrair eventualmente brasileiros que foram morar em outros lugares do mundo para fazer pesquisa que tenham interesse em voltar”.
Segundo Demarch, “o que se espera é que se possa desenvolver soluções de bases tecnológicas capazes de serem implementadas no sistema de saúde inicialmente brasileiro, mas com potencial para ser levada a outros lugares do mundo”. E conclui: “Esperamos que aqui possamos construir soluções inovadoras que de fato vão ser levadas ao mercado para tocar a vida de pessoas”.


