Ministro Abbas Araghchi viaja a Ancara em meio a ameaças de Trump; presidente exige concessões no programa nuclear iranianoMinistro Abbas Araghchi viaja a Ancara em meio a ameaças de Trump; presidente exige concessões no programa nuclear iraniano

Irã busca apoio da Turquia para evitar ataque dos EUA

2026/01/30 10:48

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, tem viagem marcada para Ancara, capital da Turquia, na 6ª feira (31.jan.2026). Deve se reunir com o ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, para tentar impedir uma ação militar dos Estados Unidos em território iraniano. A iniciativa vem enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), intensifica ameaças contra Teerã. A Turquia, membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), assim como os EUA, atua como mediadora principal neste esforço diplomático.

Segundo informações do jornal britânico The Guardian, as negociações são realizadas depois de Trump vincular suas ameaças militares ao programa nuclear iraniano, indicando intenção de atacar instalações de mísseis e grupos como a Guarda Revolucionária. As exigências norte-americanas incluem a entrega do estoque de urânio altamente enriquecido a terceiros, o fim do enriquecimento doméstico, limitações ao programa de mísseis e a interrupção do apoio a grupos aliados.

A atual crise tem origem no conflito de junho passado, quando Trump chamou de “guerra de 12 dias“. O presidente norte-americano disse ter destruído o programa nuclear iraniano durante esse período, embora agências de inteligência dos EUA tenham posteriormente apresentado avaliações contraditórias sobre os resultados da campanha.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, informou na 4ª feira (28.jan.2026) que cerca de 30.000 militares dos EUA estão “ao alcance de milhares de VANTs iranianos de uso único e mísseis balísticos de curto alcance do Irã”.

Em resposta às tensões, o Irã revisou suas táticas e construiu 1.000 drones marítimos e terrestres, segundo anúncio de Amir Hatami, ministro da Defesa do Irã.

Ainda segundo o The Guardian, o presidente turco Recep Tayyip Erdoğan propôs uma videoconferência entre Trump e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, formato que poderia agradar ao líder norte-americano, mas seria inaceitável para os diplomatas iranianos. Não há registro de conversas diretas formais entre os 2 países na última década.

“Eles [Irã] têm todas as opções para fazer um acordo”, disse o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. “Eles não deveriam buscar capacidades nucleares. E estaremos preparados para entregar o que este presidente espera”.

Trump, por sua vez, declarou: “Temos muitos navios muito grandes e poderosos navegando para o Irã agora, e seria ótimo se não tivéssemos que usá-los”.

Um alto funcionário iraniano informou à agência Reuters que o Irã está “se preparando para um confronto militar, enquanto ao mesmo tempo faz uso de canais diplomáticos”. O General Hatami afirmou que os drones e o extenso arsenal de mísseis balísticos do país poderiam fornecer uma resposta esmagadora a qualquer ataque.

Em tentativa de se protegerem de possíveis represálias iranianas, a maioria dos estados do Golfo afirmou que não permitirá que seu espaço aéreo ou território seja usado para atacar o Irã.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, confirmou a viagem de Araghchi à Turquia e afirmou: “A República Islâmica do Irã está determinada a fortalecer constantemente as relações com seus vizinhos com base na política de boa vizinhança e interesses compartilhados”.

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, declarou à Al Jazeera: “É errado atacar o Irã. É errado iniciar a guerra novamente. O Irã está pronto para negociar no arquivo nuclear”. Fidan reconheceu os desafios que o Irã enfrenta: “Pode parecer humilhante para eles. Será muito difícil explicar não apenas para si mesmos, mas para a liderança. Então, se pudermos tornar as coisas mais toleráveis, acho que isso ajudará”.

Fidan também afirmou ter sido “muito franco” com os iranianos, dizendo que eles “precisam criar confiança na região [e] precisam prestar atenção em como são percebidos pelos países da região”.

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