As vendas da companhia aérea Ryanair subiram de 2% a 3% depois do lançamento de uma promoção com “assentos de idiota completo”, direcionada “especialmente para Elon e qualquer outro idiota no X”. A ação foi uma resposta a uma publicação de Elon Musk na rede social X (antigo Twitter), na qual o empresário sugeriu comprar a companhia aérea irlandesa.
A Ryanair reagiu com tom irônico, anunciando passagens promocionais a partir de € 16,99 (cerca de R$ 106,08 no câmbio atual) e usando a expressão “idiota completo” para se referir ao bilionário. Depois da repercussão, a empresa informou que houve aumento nas vendas, atribuído à visibilidade trazida pela troca de mensagens no X.
Em declaração a jornalistas, transmitida pela Sky News, na 4 feira (21.jan.2026), o CEO da companhia, Michael O’Leary, agradeceu Musk pela repercussão. “Gostaríamos de agradecer sinceramente a ele pela publicidade adicional”, afirmou o executivo.
A empresa também havia ironizado a instabilidade registrada recentemente no X, mencionando problemas de Wi-Fi e funcionamento do serviço. Em resposta, Musk afirmou que deveria comprar a Ryanair e “colocar alguém com nome Ryan no comando”.
Em comunicado, O’Leary afirmou que Musk “sabe ainda menos sobre regras de propriedade de companhias aéreas do que sobre aerodinâmica de aeronaves”. O executivo também ironizou o empresário ao sugerir que ele “precisaria de um descanso”. Na mesma nota, a Ryanair anunciou a promoção de 100.000 assentos por € 16,99 por trecho.
A campanha incluiu uma arte promocional em que O’Leary aparece sorrindo, segurando uma placa da Ryanair com um coração, enquanto faz um gesto provocativo em direção a uma ilustração de Musk, retratado com expressão de choro, vestindo uma camiseta com o logotipo do X e segurando um pequeno carro da Tesla.
A troca de publicações começou depois que a Ryanair recusou instalar o serviço de internet via satélite Starlink em suas aeronaves. À época, O’Leary afirmou que a adoção da tecnologia poderia custar até US$ 250 milhões por ano (aproximadamente R$ 1,334 bilhão) e classificou o serviço como caro e pouco rentável.
Segundo O’Leary, as regras da União Europeia também dificultariam uma eventual aquisição da Ryanair por Musk, já que limitam o controle acionário de companhias aéreas por investidores de fora do bloco.


