Consumidor compara preços nas prateleiras de supermercado em meio à pressão inflacionária no início do anoAlta do IGP-10 em janeiro reflete pressão nos preços aConsumidor compara preços nas prateleiras de supermercado em meio à pressão inflacionária no início do anoAlta do IGP-10 em janeiro reflete pressão nos preços a

IGP-10 acelera no início do ano e registra alta acima do esperado em janeiro

2026/01/17 00:02

Homem de costas em supermercado analisa preços de produtos enquanto segura itens ao lado de carrinho de compras quase vazioConsumidor compara preços nas prateleiras de supermercado em meio à pressão inflacionária no início do ano

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) iniciou 2026 com aceleração acima das projeções do mercado, ao registrar alta de 0,29% em janeiro, conforme dados divulgados nesta sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado superou a expectativa de avanço de 0,25% e marca uma intensificação da pressão inflacionária em relação a dezembro, quando o índice havia subido apenas 0,04%.

Com o resultado, o indicador passou a acumular queda de 0,99% em 12 meses, refletindo ainda o efeito de bases de comparação mais elevadas no período anterior, apesar do movimento recente de retomada dos preços.

Pressão no atacado impulsiona o índice

A principal contribuição para a alta mensal veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), responsável por cerca de 60% da composição do IGP-10. O indicador avançou 0,24% em janeiro, revertendo a queda de 0,03% observada no mês anterior.

O movimento foi puxado principalmente pelos preços ligados à extração mineral, com destaque para o minério de ferro. Além disso, os combustíveis exerceram influência relevante, especialmente o etanol hidratado, que apresentou elevação significativa em meio a estoques reduzidos e demanda aquecida durante o período de entressafra.

Consumidor sente impacto no começo do ano

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) também acelerou, com alta de 0,39% em janeiro, após avanço de 0,21% em dezembro. O comportamento reflete fatores sazonais típicos do início do ano, como reajustes ligados à educação, além de nova pressão nos preços de alimentos.

O grupo Educação apresentou variação expressiva, enquanto Alimentação voltou a subir, reforçando o cenário de repasse gradual das pressões do atacado para o consumidor final.

Custos da construção também sobem

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) completou o quadro de aceleração inflacionária ao registrar alta de 0,47% no mês, acima da variação de 0,22% observada em dezembro. O resultado reflete aumento nos custos de materiais, serviços e mão de obra do setor.

Leitura reforça atenção com inflação no curto prazo

O desempenho do IGP-10 em janeiro indica um início de ano marcado por recomposição de preços em diferentes segmentos da economia. A combinação de pressões no atacado, reajustes sazonais ao consumidor e avanço dos custos da construção reforça o cenário de cautela no acompanhamento da inflação nos próximos meses.

O índice mede a variação de preços ao produtor, ao consumidor e na construção civil no período compreendido entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência, sendo considerado um importante termômetro para contratos, tarifas e expectativas econômicas.

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