O advogado Wellington César Lima e Silva, 60 anos, foi escolhido para comandar o Ministério da Justiça. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o anúncio na 3ª feira (13.jan.2026).
Wellington era advogado-geral da Petrobras e já chefiou o ministério por 11 dias em 2016, de 3 a 14 de março, durante o governo Dilma Rousseff (PT). Ele assume no lugar de Ricardo Lewandowski, que pediu demissão em 8 de janeiro, afirmando que deixa o cargo “por razões de caráter pessoal e familiar”.
Nascido em Salvador, Lima e Silva tem mestrado em direito penal e criminologia pela Universidade Candido Mendes do Rio de Janeiro e doutorado pela Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha (Espanha). Já atuou como professor em cursos de graduação e pós-graduação.
Em março de 2016, Lima e Silva deixou o Ministério da Justiça depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir que era inconstitucional acumular a função no Executivo com o cargo de procurador no MP (Ministério Público) da Bahia. À época, ele optou por permanecer no MP.
De janeiro de 2023 a julho de 2024, Lima e Silva comandou a SAJ (Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos) da Casa Civil. O órgão não tem status de ministério, mas é um dos mais importantes do Palácio do Planalto.
Era responsável pelo DOU (Diário Oficial da União) e por fazer análises jurídicas de projetos. O secretário despachava diariamente com o presidente da República. Foi assim que se aproximou de Lula. A confiança do chefe do Executivo em Lima e Silva se consolidou com a ida do advogado para a cúpula da Petrobras, em julho de 2024.
Lima e Silva já havia sido cotado para assumir o Ministério da Justiça em 2023, quando Flávio Dino foi indicado ao STF. Na ocasião, o nome do ex-procurador ganhou tração entre aliados do governo, mas acabou não sendo escolhido. Lewandowski assumiu o ministério em janeiro de 2024.
Ele é o 3º titular da pasta no 3º mandato de Lula, além do interino Manoel Carlos de Almeida Neto. A mudança marca a 15ª troca de ministros desde o início da gestão em 2023.


