Medida se dá depois de conversa entre Trump e Musk; internet no país foi bloqueada durante repressão a protestosMedida se dá depois de conversa entre Trump e Musk; internet no país foi bloqueada durante repressão a protestos

SpaceX libera internet gratuita do Starlink no Irã

2026/01/14 15:14

A SpaceX, do empresário Elon Musk, passou a oferecer acesso gratuito à internet via satélite do serviço Starlink a usuários no Irã. A medida se dá no momento em que há forte repressão do governo iraniano aos protestos que dominam o país desde o fim de dezembro –uma das ações foi o bloqueio da internet. Os atos já deixaram mais de 2.000 mortos.

Segundo a CNN Internacional, a informação de que o acesso via Starlink está liberado foi confirmada por um especialista em tecnologia em contato direto com usuários do sistema no país. De acordo com Ahmad Ahmadian, diretor-executivo da organização sem fins lucrativos Holistic Resilience, contas do Starlink que estavam inativas no Irã voltaram a funcionar e tiveram as taxas de assinatura suspensas a partir de 3ª feira (13.jan.2026). Ele afirmou que a conexão depende apenas do posicionamento do terminal com visão aberta do céu, o que permite acesso imediato à rede.

A medida se dá depois de uma conversa telefônica, no início da semana, entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e Musk, na qual eles discutiram o acesso à Starlink no Irã. Nem a SpaceX nem a Casa Branca responderam a pedidos de posicionamento.

Nos primeiros dias do ano, Musk forneceu internet gratuita para a população venezuelana até o dia 3 de fevereiro, depois da operação militar dos EUA que resultou na prisão de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda).

Nos últimos dias, o governo iraniano restringiu severamente o acesso à internet, em um bloqueio digital de grandes proporções.

Especialistas avaliam que o acesso gratuito à Starlink pode ajudar ativistas e grupos de direitos humanos, mas deve alcançar só uma parcela reduzida da população iraniana, estimada em 92 milhões de pessoas. Além disso, o governo iraniano dispõe de capacidade técnica para interferir ou bloquear o sinal do serviço por meio de equipamentos de interferência eletrônica.

Ahmadian afirmou que, em alguns casos, a Starlink se tornou o único meio de transmitir informações ao exterior sobre a repressão. O sistema, baseado em milhares de satélites de baixa órbita, tem sido descrito por analistas como instrumento relevante de influência internacional dos EUA em sociedades fechadas ou zonas de conflito, como a Ucrânia.

Trump declarou na 3ª feira (13.jan) que cancelou todas as conversas com autoridades iranianas e incentivou manifestantes a “tomarem as instituições” do país. O presidente norte-americano disse que irá tomar “fortes medidas” caso o Irã execute manifestantes presos nos atos que começaram em dezembro contra o regime do aiatolá Ali Khamenei.

Erfan Soltani, um jovem iraniano de 26 anos, é um dos presos durante a onda de protestos que sacode o país há mais de 2 semanas. Ele deve ser executado nesta 4ª feira (14.jan.2026), informou a organização curdo-iraniana Hengaw para os Direitos Humanos.

PROTESTOS NO IRÃ

Os protestos no Irã tiveram início em 28 de dezembro de 2025. São motivados pela situação econômica do país, com desvalorização acentuada da moeda, inflação a 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais. Comerciantes e trabalhadores foram às ruas para exigir um alívio econômico.

Mais pessoas se juntaram à manifestação. Reivindicam reformas políticas e do sistema judiciário, mais liberdade e criticam o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. O Irã reagiu. De acordo com informações da Hrana (Human Rights Activists News Agency), agentes usaram armas de fogo e gás lacrimogêneo para reprimir as manifestações. O acesso à internet foi cortado em 9 de janeiro.

Khamenei chama os manifestantes de “sabotadores”.

  • Ali Khamenei – o aiatolá de 86 anos está no poder desde 1989. Ele comanda uma teocracia islâmica xiita que concentra poder absoluto no líder supremo, cargo vitalício com autoridade sobre todos os Poderes constitucionais. O regime, baseado na Sharia (lei islâmica), impõe restrições severas às mulheres, como uso obrigatório de hijab a partir dos 9 anos e necessidade de autorização marital para viagens internacionais. A oposição permanece fragmentada entre monarquistas exilados, a MEK (Organização dos Mujahideen do Povo), minorias étnicas e movimentos de protesto reprimidos, sem liderança unificada.

Veja imagens dos protestos no Irã (1min19s):

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