A Aura Minerals (AURA33) foi um dos destaques positivos da bolsa no último ano. Em 12 meses, os BDRs da companhia na bolsa brasileira acumulam uma alta superiorA Aura Minerals (AURA33) foi um dos destaques positivos da bolsa no último ano. Em 12 meses, os BDRs da companhia na bolsa brasileira acumulam uma alta superior

Após disparada no último ano, ainda vale a pena investir em Aura Minerals (AURA33)?

2026/01/13 23:55

Após disparada no último ano, ainda vale a pena investir em Aura Minerals (AURA33)?

A Aura Minerals (AURA33) foi um dos destaques positivos da bolsa no último ano. Em 12 meses, os BDRs da companhia na bolsa brasileira acumulam uma alta superior a 300%. Com a variação expressiva, a pergunta que fica é: o rali já precificou tudo ou ainda há espaço para ganhos?

Em um relatório divulgado na última segunda-feira (12), o Santander reiterou a recomendação outperform para os papéis da companhia, equivalente à compra. A casa projeta um preço-alvo de R$ 140 para os BDRs da Aura, que atualmente operam na casa dos R$ 101. 

A nova recomendação da instituição financeira foi emitida após a divulgação dos dados preliminares de produção da companhia no quarto trimestre de 2025, que vieram em linha com as estimativas do mercado.

Além do bom desempenho operacional, a instituição trouxe outro destaque positivo da empresa: a entrada antecipada da produção da Mineração Serra Grande (MSG) ainda em dezembro de 2025, que deve impactar positivamente os indicadores financeiros da companhia. 

“Esperamos uma reação positiva do mercado a esses resultados de produção”, destacou o Santander. 

Por dentro dos dados operacionais da Aura Minerals (AURA33)

Ao todo, a companhia produziu 82 mil onças equivalente de ouro (GEO) no quarto trimestre, sendo 5 mil GEO provenientes da MSG. Sem esse efeito, a produção teria sido de 77 mil GEO, praticamente dentro do esperado.

No acumulado de 2025, a produção somou 280 mil GEO, permanecendo dentro do guidance divulgado pela empresa, que variava entre 266 mil e 300 mil GEO. Para o banco, o cumprimento das metas reforça a previsibilidade operacional da Aura, mesmo em um cenário de maior volatilidade nos preços das commodities.

Entre os ativos, o desempenho foi heterogêneo. Borborema foi o principal destaque positivo, com produção acima das projeções. Almas apresentou avanço trimestral, apoiado por maior volume de minério processado e melhora operacional, enquanto Minosa superou as estimativas apesar dos impactos da estação chuvosa e das obras de expansão.

Por outro lado, Aranzazu ficou abaixo do esperado, pressionada por menores teores de cobre, prata e ouro, além de efeitos de conversão para GEO, e Apoena registrou leve queda trimestral.

Segundo o banco, a combinação entre execução operacional sólida, preços do ouro acima do esperado e a contribuição antecipada da MSG abre espaço para revisões positivas nas estimativas de resultados da Aura (AURA33).

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