A afirmação foi feita pelo representante durante evento para discutir segurança pública e defesa na EuropaA afirmação foi feita pelo representante durante evento para discutir segurança pública e defesa na Europa

UE deveria considerar força conjunta para substituir EUA, diz comissário

2026/01/12 08:26

Os países da União Europeia devem considerar a criação de uma força militar conjunta para eventualmente substituir as tropas americanas na Europa, afirmou no domingo o Comissário Europeu da Defesa, Andrius Kubilius. A afirmação foi feita neste domingo (11.jan.2026) durante o Folk och Försvar Annual National Conference 2026, evento para discutir segurança e defesa na Europa. 

O oficial lituano mencionou a criação de uma poderosa “força militar europeia” permanente, com 100 mil soldados, como uma possível opção para melhor proteger o continente. “Agora é ainda mais claro que precisamos construir a independência europeia, como o presidente da Comissão repetiu durante todo o ano passado. […] A Europa deve ser mais independente e autônoma, superar a fragmentação industrial e alcançar interoperabilidade”, sugeriu Kubilius.

O representante ainda afirmou que os EUA têm adotado uma postura unilateral, sem políticas de boa vizinhança. Por este motivo, o comandante comenta que a Europa, pressionada pelos desafios de defesa, tem investido na agenda de Readiness 2030

O programa, apresentado pela Comissão Europeia em março de 2025, é uma iniciativa estratégica da União Europeia para reforçar as capacidades de defesa do bloco e torná-lo mais preparado para enfrentar ameaças até o final da década. Participam desse plano todos os 27 Estados‑membros da UE, com mecanismos abertos também a países parceiros em alguns casos.

Durante a fala, o comissário europeu também defendeu a criação de um “Conselho de Segurança Europeu“, que incluiria o Reino Unido e seria capaz de tomar decisões sobre sua própria defesa com mais rapidez.

O Conselho de Segurança Europeu poderia ser composto por membros permanentes essenciais, juntamente com vários membros rotativos“, observou ele.

Kubilius acrescentou que o principal objetivo de tal órgão deveria ser tentar alterar a dinâmica da guerra na Ucrânia para garantir que Kiev não acabe derrotada.

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