O Departamento de Comércio dos Estados Unidos diminuiu as tarifas impostas a 13 fabricantes italianos de massa, reduzindo as taxas que chegariam a 92% para valores de 2,26% a 14%.
As novas tarifas serão aplicadas além dos 15% já existentes sobre a maioria das importações da União Europeia. A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália nesta 5ª feira (1º.jan.2026).
O governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) havia proposto inicialmente taxas antidumping mais elevadas depois de uma investigação identificar que produtores italianos vendiam produtos a preços considerados artificialmente baixos, o que prejudicaria fabricantes dos Estados Unidos.
A decisão de reduzir as tarifas se deu depois de análise das práticas comerciais das empresas italianas. O Ministério das Relações Exteriores da Itália interpretou a mudança como reconhecimento da colaboração dos fabricantes durante o processo.
A marca La Molisana terá as importações taxadas em 2,26%, enquanto a Garofalo enfrentará tarifas de quase 14%. As outras 11 marcas de massa estarão sujeitas a uma taxa de importação de 9%.
A Casa Branca ainda não se manifestou sobre a redução nas tarifas.
Eis a íntegra do comunicado italiano:
“Primeira redução das tarifas dos EUA sobre a massa italiana
“O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou, durante a madrugada, algumas avaliações –antecipando-se à conclusão da investigação prevista para 11 de março– relacionadas às tarifas antidumping aplicadas a algumas marcas de massa italianas.
“A análise pós-preliminar, de fato, redefine de forma significativamente mais baixa as alíquotas fixadas provisoriamente em 4 de setembro passado: de 91,74%, as tarifas passam para 2,26% para a La Molisana, 13,98% para a Garofalo e 9,09% para os outros 11 produtores não amostrados.
“A redefinição das tarifas é um sinal do reconhecimento, por parte das autoridades norte-americanas, da efetiva disposição de cooperação das nossas empresas. É também um indicativo da eficácia do apoio assegurado pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália e pelo governo desde o início, apoio que pretendemos continuar a oferecer tendo em vista as decisões definitivas.”


